SAÚDE MENTAL

Casos de ansiedade e depressão aumentam no período pós-Natal

Pacientes já diagnosticados com ansiedade ou depressão formam um grupo de risco nesse período
Reprodução
Segundo especialistas, busca por atendimento aumenta nesta época do ano
Segundo especialistas, busca por atendimento aumenta nesta época do ano

O período entre o fim do ano e o início de janeiro concentra novos registros de ansiedade e depressão e a intensificação de sintomas em pacientes já diagnosticados. O cenário é associado a encerramentos de ciclos, avaliações pessoais e expectativas para o ano seguinte, segundo dados da área de saúde mental.

Levantamento da pesquisa Covitel 2023 indica que 26,8% dos brasileiros relatam diagnóstico médico de ansiedade e 12,7% de depressão. Os números seguem a tendência observada pela Organização Mundial da Saúde e constam no Observatório da Saúde Pública.

A pesquisa também aponta maior incidência entre mulheres. Nesse grupo, 34,2% relataram ansiedade e 18,1% depressão. Os dados reforçam diferenças de prevalência conforme o recorte de gênero, segundo o estudo.

Para o psicólogo Vinicius Costa, o acompanhamento profissional é parte do enfrentamento nesse período. “É importante buscar alguém para falar sobre isso, procurar um psicólogo ou terapeuta para entender as causas do sofrimento e ir além do rótulo do diagnóstico”, afirmou.

Segundo especialistas, fatores como perdas, luto, rompimentos, dificuldades financeiras e metas não alcançadas costumam emergir no fim do ano. A exposição a comparações em redes sociais e conflitos familiares também aparece entre os elementos associados ao aumento dos sintomas.

"Não é apenas dizer ‘tenho depressão e é isso’, mas se perguntar o que pode estar causando essa variação de humor e o que está produzindo esses sintomas depressivos. Fazer isso em um espaço seguro e acompanhado vale muito a pena”, explica.

Pacientes com diagnóstico prévio formam um grupo mais exposto a recaídas. A alteração da rotina, o consumo de álcool e mudanças no sono podem contribuir para quadros de insônia, ansiedade e tristeza, conforme avaliações clínicas.

Procure ajuda

Quando os sintomas persistem ou se intensificam, buscar ajuda profissional é essencial. Psicólogos e psiquiatras estão preparados para orientar, diagnosticar e indicar o tratamento adequado. Procurar um especialista não é sinal de fraqueza, mas de cuidado e responsabilidade com a própria saúde mental.

Em momentos de crise emocional ou sofrimento intenso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188, além de atendimento online. Falar pode ser o primeiro passo para atravessar um período difícil e iniciar um processo de acolhimento e recuperação.


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