Renan Filho não abre mão de escolher seu candidato a vice
Arthur Lira construiu, ao longo dos últimos anos, um protagonismo nacional incontestável. Presidiu a Câmara dos Deputados em momentos decisivos, articulou pautas estruturantes e tornou-se peça-chave nas negociações entre Executivo e Legislativo. Ganhou musculatura política e influência que extrapolam as fronteiras de Alagoas.
Mas todo protagonismo depende de base sólida. E é aí que surge o ponto de tensão: o descompromisso político de JHC, que parece ter optado pelo bloco do “eu sozinho”, pode se tornar obstáculo inesperado nesse tabuleiro. Em política, ninguém governa isolado, ninguém disputa isolado, ninguém vence isolado.
Ao adotar postura autossuficiente, priorizando projeto personalista em detrimento de alianças estratégicas, JHC cria ruídos que podem afetar o desenho eleitoral de 2026. O jogo político é coletivo por natureza. Quando um aliado escolhe caminhar só, fragiliza a engrenagem que sustenta o protagonismo maior.
Eleição sem Dono
As eleições atípicas que se desenham em Alagoas ainda não fecharam o tabuleiro. O xadrez político segue com peças em movimento, alianças provisórias e estratégias em revisão.
Diferentemente de outros ciclos, a figura do “comandante” absoluto tende a inexistir. A lógica agora é mais crua e menos sentimental: os consistentes sobreviverão; os circunstanciais sucumbirão e alguns com derrotas emblemáticas.
Nomes de peso circulam no cenário, Renan Calheiros, Arthur Lira, Paulo Dantas, Renan Filho, Marcelo Victor e JHC, todos com estruturas, mandatos, influência e história. Mas nenhum deles poderá reivindicar a condição de “dono” da eleição. O eleitor mudou, está mais desconfiado e menos previsível.
É preciso ter cuidado
Houve tempo em que um poderoso político do momento em Alagoas, Arnon de Mello, dono do maior complexo de comunicação do Estado, acreditou que sua força era suficiente para garantir qualquer resultado nas urnas. Apresentou como candidata a deputada federal sua esposa, Leda Collor. O ambiente era de absoluta convicção: eleição tranquila, vitória certa, poder consolidado.
Mas as urnas abriram e trouxeram a decepção. Dona Leda perdeu.
Hoje, em tempos de redes sociais, algoritmos e “influencers”, muitos acreditam ter descoberto um novo atalho para o convencimento coletivo.
Talvez tenham. Ou talvez estejam apenas repetindo a velha ilusão do poder absoluto, agora com filtros e likes. A política continua sendo território da
No Carnabarra
Terminou o Carnaval. As fantasias saem de cena e entram as máscaras permanentes da política. Agora começa, pra valer, a corrida eleitoral. Durante a folia, longe dos trios e do povo, os verdadeiros “negócios” foram tratados nas belas mansões da Barra de São Miguel. Ali não se falou em interesse público, em projetos estruturantes ou no futuro de Alagoas. O cardápio era outro.
As pautas giraram em torno de acordos muitos deles impublicáveis, acomodações convenientes e estratégias para manter privilégios. Discutiu-se quem apoia quem, quanto vale cada apoio e onde buscar os votos necessários, custe o que custar. Planejamento eleitoral, sim; planejamento para o povo, nenhum.
Brasil dos contrastes
No Brasil, cada parlamentar dispõe de salário superior ao de congressistas da maioria dos países desenvolvidos, além de verbas de gabinete que superam o orçamento de pequenas prefeituras. Um deputado federal brasileiro custa ao contribuinte, por mês, o equivalente a cinco parlamentares franceses ou três alemães. Um escárnio financiado com o suor de quem pega ônibus lotado às 5h da manhã para trabalhar.
Comigo não!
O então governador Renan Filho em seus dois mandatos, não teve o vice que desejava e pagou caro por isso. Luciano Barbosa atrapalhou, mas que ajudou na governabilidade. Agora, franco favorito, na disputa do terceiro mandato, não aceita indicação de nenhum nome para seu companheiro de chapa. Foi claro com os chefetes da coligação: “eu escolho, ou não vou”. Quem pode, pode.
Pedido antecipado
A Policia Federal solicitou, por oficio, informações sobre as operações do Instituto de Previdência de Maceió com o Banco Master, como parte do maior escândalo financeiro do sistema bancário brasileiro. Nem por isso a investigação deixará de acontecer nos próximos dias “in loco”. Tem neguinho com o “furico” na mão, com medo de ir em cana.
Pílulas do Pedro
A bancada feminina na Assembleia, que não teve protagonismo, pode ficar ainda menos
É ridículo vereador ter como bandeira única a perseguição de “flanelinhas”.
A cada festa promovida pelo prefeito JHC, daria pra construir um hospital veterinário,
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



