Saúde

Novo medicamento para menopausa aguarda aval da Anvisa

Terapia sem hormônios promete aliviar sintomas como ondas de calor e suores noturno
Por Panorama Farmacêutico 21/01/2026 - 16:42
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Assessoria
É possível passar pela menopausa de forma mais tranquila
É possível passar pela menopausa de forma mais tranquila

Um novo medicamento para menopausa, desenvolvido pela farmacêutica japonesa Astellas, está sob análise da Anvisa e pode chegar ao mercado brasileiro nos próximos meses. As informações são da Veja Saúde.

Já disponível em outros países, o fármaco chama atenção por não conter hormônios. Essa característica possibilita o tratamento de sintomas como ondas de calor e suores noturnos sem a necessidade de reposição hormonal, comum entre as terapias atualmente disponíveis.

Formulada à base de fezolinetanto, a nova pílula foi testada em estudos clínicos com mais de 900 mulheres entre 40 e 75 anos. Resultados preliminares do estudo OPTION-VMS indicaram eficácia no controle de sintomas moderados e intensos, além de melhora na qualidade do sono, nas atividades diárias e na produtividade profissional.

Dados apresentados em congresso mostraram que, após 12 semanas de uso, houve queda de quase 30% nas perdas de produtividade no trabalho, redução semelhante no impacto das ondas de calor e diminuição de 20% nas limitações para atividades da rotina, inclusive fora do ambiente profissional.

Como funciona o novo medicamento para menopausa

De uso diário, o fármaco atua bloqueando o mecanismo cerebral responsável pelos sintomas da menopausa. O processo envolve a interação entre receptores celulares do hipotálamo e a neurocinina B, substância que se intensifica na ausência do estrogênio, hormônio cuja produção diminui com a menopausa.

“Ele atua na raiz dos sintomas vasomotores, diretamente no centro termorregulador do hipotálamo, a região do cérebro responsável por regular a temperatura corporal”, explica a ginecologista Thaís Ushikusa, diretora de Assuntos Médicos da Astellas no Brasil.

“Nossa medicação foi desenvolvida para impedir a ligação dessa molécula ao receptor, reduzindo, assim, os sintomas vasomotores da menopausa. É a primeira do gênero a ter essa ação”, complementa.


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