CRIME

Corretora desaparecida: corpo é encontrado em Caldas Novas após um mês

Polícia prendeu síndico e filho após confissão e aponta crime no subsolo
Por Redação 28/01/2026 - 18:01
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Reprodução
Polícia Civil localizou o corpo de Daiane Alves de Souza em área de mata, em Goiás
Polícia Civil localizou o corpo de Daiane Alves de Souza em área de mata, em Goiás

O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro, foi encontrado nesta quarta-feira, 28, em uma área de mata em Caldas Novas, no sul de Goiás.

Daiane havia sido vista pela última vez no elevador do condomínio onde a família possuía apartamentos, após descer para o subsolo do prédio. Desde então, ela não voltou a ser vista.

Na madrugada desta quarta-feira, 28, o síndico do edifício, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil. Cléber confessou o crime e indicou o local onde o corpo foi escondido. Segundo a investigação, ele e a vítima tinham um histórico de desentendimentos relacionados a questões do condomínio.

A polícia encontrou o corpo da corretora em estado de decomposição, após mais de um mês de buscas. A apuração aponta que Daiane foi morta no subsolo do prédio em um intervalo máximo de oito minutos, com base em registros do celular, imagens e dados do condomínio.

De acordo com a investigação, Daiane saiu do apartamento às 18h56, entrou no elevador dois minutos depois e enviou o último vídeo às 18h59. Um terceiro registro foi interrompido no momento em que ela foi atacada, indicando o instante do crime. No período entre 19h e 19h08, não houve circulação de moradores ou visitantes no local.

A polícia também analisou dados dos relógios de energia do prédio. Daiane teria ido ao subsolo para verificar um corte de luz em seu apartamento. No local, foi constatado que a interrupção não era geral, o que reforçou a linha de investigação contra o síndico, que tinha acesso à área dos medidores.

Os peritos ainda aguardam laudos para identificar a causa exata da morte e apurar se houve luta corporal. A investigação também busca esclarecer se houve participação de outras pessoas na ocultação do corpo, que foi deixado a cerca de 15 quilômetros do condomínio.

O caso ocorre em meio ao aumento de registros de feminicídio em diferentes regiões do país. O crime é caracterizado pelo assassinato de mulheres em razão do gênero e é considerado hediondo no Brasil, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão. O governo federal tem defendido medidas mais duras para o enfrentamento da violência contra a mulher.


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