CRIME
Corretora desaparecida: corpo é encontrado em Caldas Novas após um mês
Polícia prendeu síndico e filho após confissão e aponta crime no subsolo
O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro, foi encontrado nesta quarta-feira, 28, em uma área de mata em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Daiane havia sido vista pela última vez no elevador do condomínio onde a família possuía apartamentos, após descer para o subsolo do prédio. Desde então, ela não voltou a ser vista.
Na madrugada desta quarta-feira, 28, o síndico do edifício, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil. Cléber confessou o crime e indicou o local onde o corpo foi escondido. Segundo a investigação, ele e a vítima tinham um histórico de desentendimentos relacionados a questões do condomínio.
A polícia encontrou o corpo da corretora em estado de decomposição, após mais de um mês de buscas. A apuração aponta que Daiane foi morta no subsolo do prédio em um intervalo máximo de oito minutos, com base em registros do celular, imagens e dados do condomínio.
De acordo com a investigação, Daiane saiu do apartamento às 18h56, entrou no elevador dois minutos depois e enviou o último vídeo às 18h59. Um terceiro registro foi interrompido no momento em que ela foi atacada, indicando o instante do crime. No período entre 19h e 19h08, não houve circulação de moradores ou visitantes no local.
A polícia também analisou dados dos relógios de energia do prédio. Daiane teria ido ao subsolo para verificar um corte de luz em seu apartamento. No local, foi constatado que a interrupção não era geral, o que reforçou a linha de investigação contra o síndico, que tinha acesso à área dos medidores.
Os peritos ainda aguardam laudos para identificar a causa exata da morte e apurar se houve luta corporal. A investigação também busca esclarecer se houve participação de outras pessoas na ocultação do corpo, que foi deixado a cerca de 15 quilômetros do condomínio.
O caso ocorre em meio ao aumento de registros de feminicídio em diferentes regiões do país. O crime é caracterizado pelo assassinato de mulheres em razão do gênero e é considerado hediondo no Brasil, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão. O governo federal tem defendido medidas mais duras para o enfrentamento da violência contra a mulher.



