Política

CPI do Banco Master é protocolada na Câmara com 201 assinaturas

Comissão contraria interesses de parlamentares e lideranças partidárias
Por Redação com ICL Notícias 02/02/2026 - 13:20
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Agência Câmara
CPI do Banco Masteve recebeu 201 assinaturas favoráveis
CPI do Banco Masteve recebeu 201 assinaturas favoráveis

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou nesta segunda-feira,2, o requerimento de instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O pedido conta com 201 assinaturas, número bem acima do mínimo exigido pelo regimento interno da Casa, e, segundo o parlamentar, não há atualmente nenhuma comissão parlamentar de inquérito em funcionamento, o que elimina entraves formais para a instalação do colegiado. A informação é do jornalista Cleber Lourenço do site ICL Notícias.



“Acabei de protocolar o pedido de instalação da CPI do Banco Master, com 201 assinaturas. Hoje não há nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito em funcionamento na Câmara dos Deputados. Portanto, se houver decisão e vontade política do presidente Hugo Motta e dos líderes partidários, não há nenhum impedimento para a instalação da CPI”, afirmou Rollemberg.

Apesar do cenário regimental favorável, o deputado avalia que há resistência política à abertura da comissão. Segundo ele, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)contraria interesses de parlamentares e lideranças partidárias e se insere em um contexto mais amplo de iniciativas que, na sua avaliação, buscaram reduzir mecanismos de controle e fiscalização.

“Mas a gente sabe que essa CPI contraria muitos interesses. Nós acompanhamos, nas semanas que antecederam o nosso pedido de CPI, a aprovação pela Câmara dos Deputados da chamada PEC da Blindagem, que a população apelidou de PEC da bandidagem. Felizmente, o Senado Federal rejeitou e arquivou essa PEC”, disse.

Rollemberg também citou tentativas de esvaziamento dos poderes da Polícia Federal e iniciativas legislativas que, segundo ele, teriam como objetivo pressionar o Banco Central no momento em que a autarquia analisava a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), afirma a matéria do ICL Notícias.

“Nós vimos a tentativa de esvaziamento dos poderes da Polícia Federal. Nós assistimos a uma tentativa de intimidar os diretores do Banco Central que analisavam a compra do Banco Master pelo BRB, com o regime de urgência de um projeto que permitiria a troca de diretores do Banco Central”, afirmou.

No mérito da investigação, o deputado apontou o que classificou como um dos episódios mais graves envolvendo a operação entre o BRB e o Banco Master. “Nós tivemos o caso escandaloso do BRB comprar R$ 12,2 bilhões de títulos inexistentes. É algo inacreditável”, disse.

Rollemberg mencionou ainda declarações de Daniel Vorcaro, que teriam indicado tratativas diretas com o governador do Distrito Federal. “Com a declaração do Daniel Vorcaro dizendo claramente que negociou isso com o governador do Distrito Federal, que esteve na sua casa e depois ele esteve na casa do governador do Distrito Federal, é muito importante que essa investigação vá adiante”, afirmou.

O deputado reconheceu a existência de um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o caso no Senado, mas destacou que, até o momento, não há sessão do Congresso Nacional convocada para a leitura do requerimento. Segundo ele, isso reforça a viabilidade imediata da CPI na Câmara.

“A da Câmara já está protocolada. Se houver vontade política, o presidente Hugo Motta pode pedir ainda essa semana a designação dos membros pelos partidos políticos para que ela possa ser instalada rapidamente”, disse.

Rollemberg afirmou que a mobilização da sociedade é fundamental para que a CPI avance. Ele classificou o caso como o maior escândalo do tipo no país e defendeu a responsabilização dos envolvidos.

“É o papel da população pressionar. A pressão da população que exige e tem direito de ter respostas claras e objetivas sobre esse que é o maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Como disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trata-se da maior fraude bancária da história do Brasil, que precisa ser investigada, com os responsáveis apontados e exemplarmente punidos”, concluiu.


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