ECONOMIA
Banco Pleno é do Master? Entenda a ligação entre as instituições
Banco Central decretou liquidação do banco Pleno, que era controlado pelo ex-sócio de Vorcaro
O Banco Central (BC) decretou, na manhã desta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e estendeu o regime especial à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), que integra o grupo.
A medida reacendeu questionamentos sobre a relação entre o Banco Pleno e o Banco Master. O Pleno era controlado por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master.
Lima tornou-se sócio do Master em 2019, quando a instituição incorporou o Credcesta, empresa de crédito consignado adquirida por ele em uma privatização realizada na Bahia durante o governo de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil.
Em maio de 2024, Lima deixou todas as funções executivas no Master e vendeu sua participação a Vorcaro. A saída ocorreu com a intenção de estruturar uma operação própria no mercado financeiro.
No mês seguinte, em meio ao processo de incorporação do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), Lima solicitou ao Banco Central autorização para assumir o controle societário do Banco Voiter. A instituição fazia parte do conglomerado do Master desde 2024 e estava em processo de desmembramento.
Dois meses depois, o BC oficializou a transferência do controle do Voiter para Lima. Com a mudança de gestão, o banco passou a se chamar Banco Pleno.
Assim, embora o Banco Pleno não integrasse mais o conglomerado do Master no momento da liquidação, sua origem está diretamente ligada ao Banco Voiter, que pertenceu ao grupo controlado por Daniel Vorcaro.



