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Dia Internacional da Mulher: capitais têm atos pelo fim da violência

Mobilizações lembram vítimas e cobram combate à violência de gênero
Por Redação 08/03/2026 - 13:12
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© Valter Campanato/Agência Brasil
Manifestantes homenageiam vítimas e pedem medidas contra agressões
Manifestantes homenageiam vítimas e pedem medidas contra agressões

Manifestações foram realizadas em diversas cidades do país neste domingo, 8, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Atos contra a violência de gênero e o feminicídio ocorreram em pelo menos 18 capitais brasileiras.

Entre as cidades com mobilizações pela manhã estavam Belo Horizonte, Belém, Salvador, Cuiabá, Goiânia, Aracaju, Maceió, Natal e Palmas, além das capitais da região Sul: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

No período da tarde, também estavam previstas manifestações em Brasília, São Paulo, Fortaleza, Manaus e Boa Vista.


No Rio de Janeiro, o protesto reuniu manifestantes na praia de Copacabana e destacou casos recentes de estupro coletivo envolvendo adolescentes que tiveram repercussão nacional. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que quatro suspeitos foram presos e um adolescente apontado como mentor dos crimes foi apreendido.

Durante o ato, participantes exibiram cartazes pedindo justiça e cobrando respostas das autoridades sobre denúncias de assédio em escolas. Representantes de grêmios estudantis do Colégio Pedro II também participaram da mobilização.

Em Curitiba, a manifestação começou nas escadarias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na praça Santos Andrade. No local, foram colocados 87 pares de calçados representando mulheres vítimas de feminicídio registradas no estado do Paraná em 2025.

A iniciativa foi organizada pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) como forma de dar visibilidade às histórias por trás das estatísticas.

Levantamento divulgado neste mês pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, número 4,7% maior que o contabilizado no ano anterior.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos crimes ocorre dentro de relações afetivas: 59,4% das vítimas foram mortas pelo parceiro íntimo e 21,3% pelo ex-parceiro. Além disso, 62,6% das mulheres assassinadas eram negras.


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