CASO MASTER

Daniel Vorcaro é transferido para superintendência da PF em Brasília

Decisão de Mendonça atendeu a um pedido da defesa porque o banqueiro quer delação premiada
Por Redação 19/03/2026 - 21:17
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Divulgação
Banqueiro Daniel Vorcaro
Banqueiro Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta quinta-feira, 19, da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no centro da capital.

A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa havia solicitado prisão domiciliar, mas o pedido foi negado, com determinação de transferência para a unidade da PF.

Vorcaro chegou ao local pouco depois das 19h, em um helicóptero da Polícia Federal, e passou por exame de corpo de delito ainda na noite desta quinta-feira, 19.


Investigação e possível delação

O banqueiro é investigado por suspeitas de crimes financeiros, além de suposto envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na criação de uma estrutura para monitorar autoridades e perseguir jornalistas.

Na quarta-feira, 18, o advogado de Vorcaro procurou a Polícia Federal para informar o interesse do cliente em firmar um acordo de delação premiada. A defesa, no entanto, afirmou que não vai comentar o caso neste momento.

Diferença entre os locais

Daniel Vorcaro foi preso no início de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na quinta-feira, 6, ele havia sido transferido do Complexo Penitenciário de Potim, em São Paulo, para a Penitenciária Federal de Brasília, onde permanecia sob regime mais rígido.

A nova transferência ocorre em meio às articulações da defesa e pode ter impacto no andamento das investigações.

Na Penitenciária Federal, o banqueiro estava submetido a uma rotina de isolamento, com cela padronizada e controle rígido de horários.

Já na Superintendência da Polícia Federal, ele deve permanecer em uma sala de Estado-Maior, estrutura com condições diferenciadas, incluindo cama, banheiro privativo, ar-condicionado e outros itens.

Casos semelhantes já ocorreram com outras autoridades, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer, que também ficaram em dependências da Polícia Federal durante períodos de detenção.


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