Justiça
STF dá 15 dias para Lindbergh, Soraya e Gaspar explicarem ofensas na CPMI
Gilmar Mendes intimou parlamentares após troca de acusações graves
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) apresentem explicações, no prazo de 15 dias, sobre as ofensas trocadas durante a análise do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A intimação foi feita nesta sexta-feira, 17.
A decisão ocorre após um bate-boca entre os parlamentares, que terminou com acusações mútuas levadas ao STF. Ex-relator da comissão, Alfredo Gaspar acusa Lindbergh de injúria e calúnia, além de responsabilizar Soraya por calúnia, após declarações que teriam associado seu nome a crimes como estupro de vulnerável. Por outro lado, Lindbergh afirma ter sido alvo de injúria, calúnia e difamação, ao ser chamado de “usuário de drogas”, “bandido” e “cafetão”.
O confronto começou ainda durante a leitura do relatório final da CPMI. Na ocasião, Gaspar citou uma fala do ministro Luís Roberto Barroso para rebater críticas de Gilmar Mendes à comissão. A intervenção foi ironizada por Lindbergh, que questionou a condução dos trabalhos. “Isso é um circo ou é um relatório?”, disparou.
A troca de provocações escalou rapidamente. Gaspar respondeu com ironias, enquanto Lindbergh elevou o tom ao chamá-lo de “estuprador”. Em resposta, o deputado alagoano acusou o colega de pertencer ao “submundo do crime”. “Nasceu no pó, continua no pó. Você é acostumado com a bandidagem”, afirmou.
Após o episódio, Lindbergh concedeu entrevista coletiva ao lado de Soraya, anunciando que pediria à Polícia Federal (PF) a investigação das acusações. Sem citar nomes diretamente, mencionou a existência de denúncias envolvendo crimes graves, como pedofilia, estupro de vulnerável e trabalho escravo.
Soraya, por sua vez, sugeriu que um exame de DNA poderia esclarecer as acusações. “Se não for verdadeira, é simples de resolver”, declarou, ao comentar o caso.



