Lavagem de dinheiro

Deolane é investigada pela PF por esquema de R$ 1,6 bilhão com MC's

Influenciadora teria movimentado milhões como “conta de passagem”
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 17/04/2026 - 19:25
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Reprodução/Instagram
PF investiga Deolane por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de R$ 1,6 bilhão
PF investiga Deolane por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de R$ 1,6 bilhão

A Polícia Federal (PF) em São Paulo investiga a advogada e influenciadora Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema que teria movimentado ao menos R$ 1,6 bilhão.

Segundo as investigações, o grupo usaria o setor artístico e o ambiente digital para ocultar recursos de origem ilegal, incluindo apostas clandestinas, rifas ilegais e tráfico de drogas. A operação também levou à prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa, dono da página Choquei.

De acordo com relatório de inteligência, a conta de Deolane funcionaria como uma “conta de passagem”, mecanismo em que grandes valores entram e saem rapidamente para dificultar o rastreamento. Entre 14 de maio e 30 de junho do ano passado, a movimentação chegou a R$ 5,3 milhões.

Nesse período, a influenciadora recebeu R$ 430 mil de uma produtora ligada a MC Ryan SP e transferiu R$ 1,16 milhão para o Instituto Projeto Neymar Jr.. Também foram identificados pagamentos superiores a R$ 1,1 milhão para a empresa Sul Import Veículos.

A PF aponta que a transferência recebida da produtora “não aparenta ter justificativa comercial”, o que reforçaria a suspeita de integração em um mesmo circuito financeiro. Apesar da menção ao instituto ligado ao jogador Neymar, nem ele nem a organização são investigados. Para os investigadores, a doação pode ter sido utilizada como estratégia de “limpeza de imagem”.

Outro lado

Nas redes sociais, Deolane afirmou ser alvo de perseguição e apresentou um contrato com MC Ryan SP, que, segundo ela, comprovaria uma negociação de compra e venda de veículo. Sobre a doação, disse que o valor saiu de sua conta pessoal e foi devidamente declarado.

“Como sempre, me chega o enfeite do negócio. Tem que fantasiar, tem que mascarar. A doação que eu fiz pro instituto foi três vezes maior (do que) o dinheiro que eu recebi do Ryan da venda do carro, que tá comprovada”, declarou.


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