JUSTIÇA

Entenda quais serão os próximos passos da revisão criminal de Bolsonaro

Ministro Nunes Marques pediu à PGR um parecer no prazo de 20 dias
Por Redação 27/05/2026 - 18:10
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Ascom/STF
Pedido de vista de Kassio Nunes suspendeu julgamento da revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF
Pedido de vista de Kassio Nunes suspendeu julgamento da revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF

O julgamento da revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) entrou em uma nova etapa após o ministro Kassio Nunes Marques solicitar parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso.

Com a solicitação, a análise do caso foi suspensa temporariamente e agora depende da devolução do processo pelo magistrado para voltar à pauta da Corte.

A defesa de Bolsonaro sustenta que houve “erro judiciário” no julgamento e pede a revisão da decisão. O recurso é usado para tentar reverter condenações definitivas ou reavaliar entendimentos considerados ilegais ou equivocados.

A medida foi tomada depois do pedido de vista apresentado pelo magistrado, que interrompeu temporariamente a análise da ação na Corte. Agora, antes da retomada do julgamento, a PGR deverá se manifestar oficialmente sobre os argumentos apresentados pela defesa de Bolsonaro.

O parecer da Procuradoria não tem caráter vinculante, mas costuma ser considerado pelos ministros do STF durante o julgamento. Após a manifestação do órgão, o processo retorna ao gabinete de Kassio Nunes, que deverá concluir a análise e devolver o caso para continuidade da votação no plenário.

Após a devolução do processo, caberá à presidência do Supremo marcar uma nova data para retomada do julgamento. Quando isso ocorrer, os ministros continuarão a votação do ponto em que ela foi interrompida.

Caso a maioria da Corte aceite o pedido da defesa, o processo poderá ser reaberto para nova análise. Se o recurso for rejeitado, permanece válida a decisão já tomada pelo tribunal.

O julgamento é acompanhado de perto por aliados e adversários políticos do ex-presidente devido aos possíveis impactos jurídicos e eleitorais do caso.

Até o momento, o STF não informou quando a ação deve retornar ao plenário.


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