Prevenção

Municípios devem se preparar para impactos do El Niño

CNM orienta atualizar Planos de Contingência, mapear áreas vulneráveis e definir rotas de evacuação
Por CNM/comunicação 02/06/2026 - 13:22
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Agencia Brasil
El Niño vai afetar temperaturas e chuvas em todo o país
El Niño vai afetar temperaturas e chuvas em todo o país

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou uma nota técnica com orientações aos gestores municipais para a preparação diante dos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño nos anos de 2026 e 2027. 

O documento reúne recomendações para prevenção, elaboração de planos de contingência, comunicação de risco e fortalecimento das Defesas Civis municipais, com o objetivo de reduzir danos e proteger a população.



De acordo com as previsões climáticas, o El Niño poderá provocar eventos extremos em diferentes regiões do país, como chuvas intensas, tempestades, secas, ondas de calor e incêndios florestais. No Brasil, os efeitos tendem a aumentar o volume de chuvas na Região Sul, enquanto as regiões Norte, Nordeste e parte da área central do país podem enfrentar redução das precipitações.

A entidade alerta que a atuação antecipada das administrações locais é fundamental para minimizar perdas humanas, sociais, econômicas e ambientais em um cenário marcado pelo aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos. “O cenário evidencia a ausência de programas nacionais suficientemente estruturados, bem como de instrumentos de gestão e capacitação técnica capazes de atender às demandas dessas localidades”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Dados levantados pela Confederação mostram a dimensão dos desafios enfrentados pelos Municípios. Entre 2013 e 2025, os desastres causaram prejuízos de R$ 785,4 bilhões no país. No período, 95,1% dos Municípios registraram algum tipo de impacto, afetando moradias, infraestrutura, serviços públicos, atividades econômicas e milhões de pessoas.

Recomendações

Entre as medidas recomendadas pela CNM estão a atualização ou elaboração dos Planos de Contingência (Plancon), o mapeamento de áreas vulneráveis, a definição de rotas de evacuação e de abrigos temporários, o fortalecimento das equipes locais de Defesa Civil e a manutenção de sistemas permanentes de monitoramento e alerta.

A nota técnica também orienta os Municípios a organizarem canais oficiais de comunicação com a população, realizarem vistorias em áreas de risco, estruturarem compras emergenciais para situações de desastre e promoverem ações específicas para proteção de crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e animais.

Os riscos variam conforme a região do país. No Sul, a preocupação maior é com chuvas intensas, inundações, enxurradas, alagamentos e movimentos de massa. Já nas regiões Norte e Nordeste, os impactos podem estar relacionados à estiagem, à seca agrícola, à redução da disponibilidade hídrica e ao aumento do risco de incêndios florestais. No Centro-Oeste e no Sudeste, o fenômeno pode comprometer a estação chuvosa, provocar ondas de calor, pressionar os reservatórios de água e ampliar os riscos de incêndios em biomas como o Pantanal e o Cerrado.

A CNM ressalta ainda a importância da articulação entre Municípios, Estados e União para garantir apoio técnico, acesso a informações atualizadas de monitoramento climático e maior agilidade na mobilização de recursos em situações de emergência. Para a entidade, a prevenção deve ser compreendida como uma responsabilidade compartilhada entre os entes federativos e a sociedade, especialmente diante do avanço dos eventos climáticos extremos.


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