ELEIÇÕES 2026
Igrejas e eleições: veja o que é permitido na campanha de 2026
Lei proíbe pedido de votos e propaganda eleitoral dentro de templos
A participação de candidatos em cultos e celebrações religiosas durante as eleições de 2026 exige atenção às regras de propaganda eleitoral. Segundo o Sindicato dos Advogados e Advogadas do Estado de Alagoas (Sindav/AL), igrejas e templos são considerados bens de uso comum e não podem ser usados para pedir votos ou divulgar candidaturas.
A legislação eleitoral proíbe a distribuição de panfletos, santinhos e adesivos, além da instalação de faixas, placas, cartazes ou bandeiras nas dependências dos templos. O uso do altar ou de estruturas religiosas para beneficiar uma candidatura também pode configurar abuso de poder.
Segundo o diretor especial do Sindav/AL, Lucas Moura, os candidatos podem participar de cultos e celebrações como fiéis e conversar com eleitores na saída dos templos, desde que estejam fora das dependências da instituição.
“Eles não podem discursar no altar durante o rito religioso pedindo votos. Não podem distribuir panfletos, santinhos ou adesivos dentro dos espaços físicos da igreja”, explicou o advogado, especialista em Direito Religioso.
As restrições também se aplicam aos líderes religiosos. Eles não podem pedir votos durante cultos e missas nem utilizar os canais oficiais das instituições para fazer propaganda eleitoral em benefício de candidatos.
De acordo com Lucas Moura, líderes religiosos podem declarar individualmente sua preferência política fora do exercício das funções religiosas, desde que respeitem as demais regras eleitorais.



