POLÍTICA

Ao menos 17 ministros deixaram cargos para concorrer às eleições

Mudanças ocorrem por causa do fim do prazo para a desincompatibilização
Por Redação 04/04/2026 - 14:19
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Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Lula durante reunião ministerial nesta terça-feira, 31
Lula durante reunião ministerial nesta terça-feira, 31

Pelo menos 17 ministros deixaram os cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar as eleições deste ano. As mudanças ocorreram por causa do prazo legal de desincompatibilização, que terminou neste sábado, 4.

Ao todo, 18 ministérios tiveram troca de titular. Dessas pastas, 16 já estão com novos ministros. A regra determina que ocupantes de cargos públicos se afastem da função até seis meses antes do primeiro turno caso pretendam concorrer a cargos eletivos.

Entre as exonerações publicadas na sexta-feira, 3, está a do vice-presidente Geraldo Alckmin, que deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para disputar a reeleição como vice na chapa presidencial. No lugar dele assumiu o então secretário-executivo da pasta, Márcio Elias Rosa.


Também deixou o governo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que deve disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A pasta está sendo comandada interinamente pelo secretário-executivo Marcelo Costa.

Na Casa Civil, o ministro Rui Costa deixou o cargo para disputar o Senado pela Bahia, sendo substituído por Miriam Belchior, que era secretária-executiva da pasta.

No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixou o cargo para concorrer ao governo de São Paulo. O substituto é Dario Durigan, que ocupava a secretaria-executiva.

O Ministério dos Transportes também teve mudança. Renan Filho deixou a pasta para disputar o governo de Alagoas. O cargo passou a ser ocupado por George Santoro, que era secretário-executivo.

Outros ministérios que tiveram troca de comando incluem Planejamento e Orçamento, Meio Ambiente, Educação, Cidades, Esportes, Direitos Humanos, Igualdade Racial, Povos Indígenas e Desenvolvimento Agrário.

Em reunião ministerial realizada na terça-feira, 31, Lula afirmou que optou por nomear substitutos que já atuavam nos ministérios, principalmente secretários-executivos, para garantir continuidade às ações do governo.

A legislação eleitoral permite que apenas os cargos de presidente e vice-presidente permaneçam sem afastamento para disputar eleições. Os demais ocupantes de funções públicas precisam deixar os postos dentro do prazo estabelecido.


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