Choro dos derrotados
Flávio Bolsonaro não aceita derrota e anuncia pedido de anulação
Senador classificou como “sacanagem” a prorrogação da votação determinada pelo STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, na noite deste domingo, 25, que pretende pedir a anulação da eleição presidencial após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O candidato classificou como “sacanagem” a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação em todo o país.
Ao lado do pronunciamento, estava o alagoano Alfredo Gaspar, que concorreu como vice-presidente da chapa extremista.
A medida foi adotada após denúncias de redução da frota de ônibus e dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação, principalmente em São Paulo e na Bahia. Inicialmente, a decisão previa a ampliação do horário até as 19h, mas Zanin esclareceu posteriormente que a determinação seria aplicada apenas às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação.
"Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio, do próprio Zanin, e ele atende a um pedido ultrapassado, por cima da justiça eleitoral", disse.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais eleitorais a cumprir a determinação, sem reabrir urnas que já estivessem fechadas.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, Flávio Bolsonaro ficou abalado com o resultado e permaneceu reunido com integrantes da cúpula do PL em um imóvel em Brasília após a confirmação da reeleição de Lula.
A derrota ocorreu depois de o senador terminar o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Na segunda etapa da disputa, entretanto, Lula conseguiu reverter a diferença e conquistar seu quarto mandato presidencial.
Durante a campanha, Flávio buscou ampliar seu apoio para além do eleitorado bolsonarista, concentrando o discurso em temas como economia, segurança pública e críticas ao governo federal.
Apesar do anúncio de contestação, não há, nas informações divulgadas até o momento, confirmação de que um pedido formal de anulação tenha sido apresentado à Justiça Eleitoral.



