ELEITO PELA QUARTA VEZ

Os próximos quatro anos de Alagoas com Lula; veja as promessas

Canal do Sertão, rodovias, hospitais, moradias e escolas estão entre os compromissos
Bruno Fernandes
O presidente Lula em discurso em Maceió
O presidente Lula em discurso em Maceió

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 25, abre um novo período de quatro anos para Alagoas, com promessas de investimentos federais em infraestrutura, saúde, educação e programas sociais. O presidente iniciará seu quarto mandato em janeiro de 2027, com obras em andamento no estado e compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

O plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê ampliar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), expandir o Minha Casa, Minha Vida e investir na educação pública. São propostas nacionais que também poderão beneficiar municípios alagoanos.

Em Alagoas, Lula apresentou compromissos específicos durante o ato realizado em 24 de setembro, na Praça Marechal Deodoro, em Maceió. Na ocasião, ao lado de Renan Filho (MDB) e outros aliados, destacou principalmente a continuidade das obras do Canal do Sertão e a ampliação da educação em tempo integral.

Veja as principais promessas e investimentos previstos

Canal do Sertão: Lula afirmou que seus governos serão responsáveis por 80% da obra. O compromisso inclui a continuidade da construção do quinto trecho, que levará o canal até o quilômetro 150. A etapa recebeu ordem de serviço de R$ 565,9 milhões, mas o presidente não estabeleceu prazo para atingir os 80% mencionados.

Rodovias federais: O programa prevê manter investimentos em infraestrutura. Em Alagoas, o governo já autorizou obras nas BR-104 e BR-316, incluindo intervenções ligadas ao Arco Metropolitano, que somam mais de R$ 492 milhões. A duplicação da BR-101 também integra os projetos federais em execução.

Minha Casa, Minha Vida: O presidente prometeu ampliar o programa habitacional e confirmou novos investimentos em Alagoas. Em janeiro, informou que o estado já acumulava 35,7 mil moradias contratadas desde a retomada da iniciativa. A expansão dependerá de novas contratações e seleções de empreendimentos.

Hospitais e atendimento pelo SUS: O plano prevê reduzir filas de consultas, exames e cirurgias, além de ampliar a atenção básica. Entre os projetos em Alagoas está o Hospital Metropolitano do Agreste, em Arapiraca. O Novo PAC Saúde também contempla maternidades, policlínicas e unidades básicas.

Escolas e institutos federais: Lula prometeu ampliar o ensino em tempo integral e a formação profissional. Alagoas está contemplada com novos campi do Instituto Federal em Girau do Ponciano, Mata Grande e Maceió, além de melhorias em unidades existentes.

Bolsa Família e Pé-de-Meia: O programa prevê a continuidade das transferências de renda e dos incentivos à permanência de estudantes nas escolas. Durante a campanha, Lula destacou o alcance do Pé-de-Meia entre estudantes alagoanos e defendeu sua manutenção.

Trabalho e renda: Entre as propostas nacionais estão a redução da jornada semanal para 40 horas, o fim da escala 6x1, sem redução salarial, e a continuidade da valorização do salário mínimo. Mudanças na legislação trabalhista dependerão de aprovação no Congresso Nacional.

Agricultura e desenvolvimento regional: O governo pretende ampliar o crédito rural e fortalecer a agricultura familiar. Para 2027, a Sudene anunciou uma programação inicial de R$ 3,2 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para atividades produtivas em Alagoas.

O que ainda depende do governo?

Parte dos investimentos citados já foi anunciada ou contratada antes das eleições. Outros compromissos, especialmente os relacionados à ampliação de programas nacionais, ainda precisarão de novos orçamentos, cronogramas e definições sobre os municípios beneficiados.

A continuidade das obras também dependerá da articulação entre o governo federal, as prefeituras e a administração estadual. A partir de janeiro, Alagoas será governada por JHC (PSDB), que permaneceu neutro na disputa presidencial, apesar de ter derrotado Renan Filho, candidato apoiado por Lula, na eleição estadual.


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