segundo turno
Gaspar não consegue impulsionar Flávio e Lula amplia votação em Alagoas
Escolha de alagoano como vice-presidente não produziu crescimento esperado pelo PL
A escolha de Alfredo Gaspar (PL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro não conseguiu produzir o crescimento eleitoral esperado pelo partido em Alagoas. Apesar da presença de um representante do estado na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em 15,79% entre o primeiro e o segundo turno, enquanto Flávio registrou aumento de apenas 1,14%. Os dados foram destacados em reportagem do R7, publicada nesta terça-feira, 27.
A campanha de Flávio Bolsonaro apostava que a presença de Alfredo Gaspar na chapa poderia ampliar o apoio ao candidato no estado, especialmente após as derrotas da família Calheiros nas disputas pelo Governo de Alagoas e pelo Senado, ainda no primeiro turno. A expectativa era de que o resultado estadual favorecesse uma transferência de votos para o candidato do PL. Entretanto, o cenário não se confirmou nas urnas. Lula passou de 995.459 votos para 1.152.621, conquistando 157.162 eleitores adicionais, enquanto Flávio avançou de 735.718 para 744.140 votos, um crescimento de apenas 8.422.
No resultado final em Alagoas, Lula alcançou 60,77% dos votos válidos, contra 39,23% de Flávio Bolsonaro. Mesmo com a participação de Alfredo Gaspar na chapa, o candidato do PL não conseguiu reduzir a vantagem do petista no estado. A diferença entre os dois ultrapassou 408 mil votos, demonstrando que a estratégia de apostar em um nome alagoano para a Vice-Presidência não foi suficiente para alterar o desempenho eleitoral da candidatura bolsonarista.
Em Maceió, onde o eleitorado bolsonarista manteve a liderança, Flávio também apresentou resultado inferior ao registrado por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022. O candidato do PL obteve 52,01% dos votos válidos na capital, enquanto Lula chegou a 47,99%. Quatro anos antes, Jair Bolsonaro havia alcançado 57,18%, contra 42,82% do petista. Flávio terminou a disputa com aproximadamente 1,7 mil votos a menos do que o pai havia conquistado na cidade.
O desempenho nas urnas representa um contraste com a expectativa inicial da campanha de Flávio Bolsonaro, que via na escolha de Alfredo Gaspar uma oportunidade de fortalecer sua presença eleitoral em Alagoas e ampliar o apoio no Nordeste. Embora o deputado tenha conquistado projeção nacional ao integrar a chapa presidencial, os resultados mostram que a estratégia não se traduziu no crescimento esperado pelo PL entre os eleitores alagoanos.



