SOLIDARIEDADE
Homem morre em acidente e doação de órgãos beneficia 5 pessoas em Maceió
Captação no HGE beneficiou pacientes que aguardavam transplante na lista de espera
O Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, realizou, na quinta-feira, 29, mais uma captação de órgãos. O doador foi um homem de 29 anos, vítima de um acidente de trânsito, que sofreu traumatismo cranioencefálico grave e evoluiu com diagnóstico de morte encefálica.
Após a confirmação do quadro, a família foi acolhida pela equipe multiprofissional da Organização de Procura de Órgãos e da Central de Transplantes de Alagoas, recebendo orientações sobre a possibilidade de transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas. Os familiares autorizaram a doação dos rins, fígado e córneas, órgãos que beneficiarão pacientes que aguardavam na lista de espera por transplante.
De acordo com o HGE, a morte encefálica corresponde à interrupção completa e irreversível de todas as funções do cérebro, incluindo o tronco cerebral, responsável por funções vitais, como a respiração. O diagnóstico segue critérios rigorosos definidos por lei e pelo Conselho Federal de Medicina, sendo realizado por dois médicos diferentes, em momentos distintos, sem vínculo com equipes de transplante.
A Central de Transplantes de Alagoas destaca que cada captação representa uma nova chance de vida para várias pessoas. Um único doador pode devolver qualidade de vida e autonomia a quem vive à espera de um transplante.
Em Alagoas, atualmente, 635 pessoas estão na lista de espera: 598 por córneas, 26 por rim e 11 por fígado. A Organização de Procura de Órgãos reforça a importância do acolhimento às famílias nesse momento delicado, com respeito, empatia e humanização.
O HGE mantém equipes treinadas, estrutura adequada e fluxos definidos para garantir segurança, ética e agilidade em todo o processo de captação. Segundo a direção da unidade, cada procedimento reforça o compromisso com a vida, a saúde pública e a esperança de quem aguarda por um transplante.
No Brasil, a doação de órgãos só ocorre com a autorização da família. Por isso, especialistas reforçam a importância do diálogo entre familiares sobre o desejo de ser doador, contribuindo para que mais vidas possam ser salvas no futuro.



