MACEIÓ
Aluno vítima de racismo por professor não quer mais ir à escola, diz pai
Adolescente foi comparado a chimpanzé em sala de aula; polícia investiga caso
O pai do estudante de 13 anos vítima de racismo em uma escola particular de Maceió afirmou que o filho não quer mais voltar às aulas após o episódio envolvendo um professor de matemática. O caso aconteceu quarta-feira, 12 de fevereiro, mas ganhou repercussão após a abertura de um inquérito policial.
De acordo com ele, o filho sempre voltava feliz da escola, mas naquele dia chegou muito abatido. Ao ser questionado sobre o que havia acontecido, contou que o professor apontou para um desenho de macaco no caderno e disse que parecia com ele.
Após ouvir o relato do filho, o pai procurou a direção do Colégio Fantástico. Segundo ele, a instituição confirmou o ocorrido e informou que o professor assumiu o que aconteceu.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Alagoas por meio da Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis Tia Marcelina.
De acordo com o advogado da família, Alberto Jorge, parte do inquérito já foi concluída após o depoimento do adolescente. Segundo ele, a delegada Rebecca Cordeiro, responsável pela investigação, deverá ouvir o professor suspeito antes de encaminhar o caso à Justiça.
Em nota, o Colégio Fantástico informou que repudia qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito. A instituição afirmou ainda que o professor de matemática foi afastado e não faz mais parte do quadro de funcionários.
O colégio também informou que o Conselho Tutelar de Maceió acompanha o caso e que está à disposição para colaborar com as investigações e providências necessárias.



