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Vai ter Uber em Maceió nesta terça-feira? Entenda a paralisação nacional
Motoristas e entregadores fazem ato contra projeto em discussão no Congresso
Motoristas e entregadores por aplicativo de Maceió devem aderir a uma mobilização nacional e paralisar as atividades por algumas horas nesta terça-feira, 14. A manifestação é contra o Projeto de Lei (PL) 152, que trata da regulamentação do trabalho em plataformas digitais e está em discussão na Câmara dos Deputados.
O protesto na capital alagoana está marcado para começar às 8h, no Estacionamento do Jaraguá. A mobilização foi divulgada nas redes sociais por perfis ligados à categoria. Segundo os organizadores, a manifestação será pacífica e não haverá bloqueio de ruas. A orientação é que motoristas e entregadores iniciem o dia de trabalho indo até o local do ato.
“A manifestação será organizada e não terá apoio de fechamento de ruas. Você, motorista, coloque destino para o Jaraguá na sua primeira corrida do dia. Após a manifestação, você poderá ir trabalhar normalmente”, diz a convocação divulgada nas redes sociais.
Vai ter Uber normalmente?
Como a paralisação depende da adesão voluntária dos trabalhadores, uma parte dos motoristas e entregadores podem participar do ato e interromper temporariamente as atividades, enquanto outros podem seguir trabalhando.
Os passageiros podem encontrar menos carros ou entregadores disponíveis durante as primeiras horas do dia.
Por que os trabalhadores estão protestando?
A manifestação acontece no mesmo dia em que deve ser apresentado o relatório do Projeto de Lei 152 na Câmara dos Deputados. A proposta busca regulamentar o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo no Brasil. Entre os pontos previstos no texto estão:
limite para taxas cobradas pelas plataformas;
remuneração mínima para entregadores, de R$ 8,50 por corridas de até 4 km;
contribuição previdenciária para os trabalhadores;
enquadramento dos profissionais como “autônomos plataformizados”, sem vínculo empregatício formal com as empresas.
Parte dos trabalhadores afirma que o projeto não atende às principais reivindicações da categoria. Entre as críticas estão a ausência de tarifa mínima para motoristas e a avaliação de que os valores previstos para entregas seriam insuficientes. Entidades e grupos de mobilização também afirmam que as mudanças podem reduzir a renda dos profissionais.
Diante da pressão de motoristas e entregadores e da ameaça de paralisações, o governo federal retirou apoio ao texto, e a proposta ainda enfrenta resistência no Congresso Nacional.



