MACEIÓ
Imóveis são vistoriados para avaliar avanço do afundamento do solo
Mais de 2 mil imóveis passam por inspeção em áreas próximas aos bairros afetados
Mais de duas mil residências localizadas em áreas próximas aos bairros afetados pelo afundamento do solo em Maceió estão sendo vistoriadas por equipes do Comitê de Acompanhamento Técnico. O objetivo é verificar se o fenômeno de subsidência avançou ou regrediu nas regiões monitoradas.
Nas visitas, os profissionais analisam possíveis sinais de danos estruturais nas residências, como rachaduras, fissuras e outras alterações nas edificações que possam indicar movimentação do terreno.
De acordo com o comitê, as vistorias fazem parte de um monitoramento periódico realizado a cada semestre em seis áreas delimitadas, chamadas de áreas de trabalho (ATs). A análise em campo é combinada com dados coletados por equipamentos instalados na região.
Esses sensores são capazes de detectar movimentações mínimas do solo, inclusive deslocamentos de apenas um milímetro. Além disso, os técnicos utilizam interferometria por satélite para acompanhar alterações no terreno com maior precisão.
A campanha deste ano deve ampliar significativamente o número de imóveis vistoriados. Segundo o Comitê de Acompanhamento Técnico, em 2026 a expectativa é visitar todas as residências que autorizarem a entrada das equipes, aumentando em mais de cinco vezes a quantidade de inspeções realizadas em campanhas anteriores.
Após o término das visitas, os dados coletados passam por análise técnica e são consolidados em um relatório semestral. O documento é encaminhado aos órgãos de controle responsáveis pelo acompanhamento do caso.
Com base nesse parecer, a Defesa Civil de Maceió pode adotar novas medidas, como ampliar ou reduzir o Mapa de Linhas de Ações Prioritárias — instrumento que delimita as áreas sob maior risco — ou ainda determinar a realização de novos estudos para avaliar a continuidade ou estabilização do fenômeno.



