violência

Suspeita de integrar facção é presa por morte de alagoano em Mato Grosso

Mulher teria presenciado a morte de José Wallefe e ficado com o filho da vítima
Por Redação 16/12/2025 - 07:02
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Reprodução
José Wallefe e sua familia foram sequestrados no dia 8 de agosto em Várzea Grande
José Wallefe e sua familia foram sequestrados no dia 8 de agosto em Várzea Grande

Uma mulher apontada como integrante de uma facção criminosa foi presa na manhã desta segunda-feira, 15, durante uma fase da Operação Ditadura Faccional CPX, que investiga homicídios ocorridos em Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso. Ela é suspeita de envolvimento direto no sequestro e no assassinato do alagoano José Wallefe dos Santos Lins, de 28 anos, ocorrido no dia 8 de agosto em um complexo habitacional de Várzea Grande.

De acordo com as investigações, José Wallefe, a companheira e o filho do casal, de apenas dois anos, foram rendidos por integrantes da facção criminosa em meio a uma possível disputa por território. Durante a ação, a criança teria ficado sob os cuidados de moradores do residencial. O corpo de José Wallefe foi localizado no dia 20 de agosto, enterrado em uma cova rasa em uma área de mata nos fundos do conjunto habitacional. 

A vítima já estava em avançado estado de decomposição e apresentava sinais de violência, além de lesões provocadas por arma branca. Segundo a Polícia Civil, a mulher presa nesta segunda-feira teria presenciado o homicídio, concordado com a execução e participado das agressões contra a companheira da vítima, que sobreviveu ao ataque, mas sofreu fraturas, incluindo um braço quebrado. 

A investigada também teria permanecido com o filho do casal por alguns dias, antes de devolvê-lo à mãe, e foi responsável por encaminhar a vítima ferida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Moradora do Residencial Isabel de Campos, em Várzea Grande, a suspeita estava foragida desde o início da operação, deflagrada no último dia 5 de dezembro. 

Ela se apresentou espontaneamente na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, acompanhada de um advogado, onde foi interrogada. Em seguida, será encaminhada para audiência de custódia. Ao todo, a Operação Ditadura Faccional CPX cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra 11 suspeitos de envolvimento no sequestro e assassinato de José Wallefe. Seis pessoas foram presas, três continuam foragidas e uma morreu em confronto com a Polícia Civil.


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