SUPOSTO MOTIM

PM revoga prisão de sargentos de AL após análise de mensagens trocadas

Militares haviam sido detidos após publicarem críticas a um comandante
Por Redação 06/03/2026 - 10:53
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Marco Antonio/Secom
PM revoga prisão de sargentos após questionamentos na Assembleia
PM revoga prisão de sargentos após questionamentos na Assembleia

A Polícia Militar de Alagoas revogou a prisão administrativa de dois sargentos do 3º Batalhão, em Arapiraca, após repercussão do caso e questionamentos feitos na Assembleia Legislativa. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Cabo Bebeto, nessa quinta-feira, 5.

Os militares haviam sido detidos após publicarem críticas a um comandante em um grupo de mensagens do batalhão. A prisão administrativa tinha duração prevista de até 72 horas e ocorreu após comunicação do comando da unidade ao comando-geral da corporação.

Segundo o deputado, desde a manhã de quarta-feira, 4, já circulavam informações sobre a possibilidade de prisão dos policiais. Ele afirmou que tentou contato com o comandante-geral da PM, mas não obteve resposta naquele momento.

“Desde de manhã que estava circulando essa possível prisão deles. Eu tentei entrar em contato com o comandante-geral, mandei uma mensagem, ele não respondeu. Fiquei acompanhando de longe os fatos lá em Arapiraca e à tarde houve a prisão dos policiais”, afirmou.

De acordo com Bebeto, o comandante do 3º Batalhão teria informado ao comando-geral que policiais estariam incentivando motim por meio de mensagens em um grupo de WhatsApp da unidade.

“O tenente-coronel Carlos Alberto ligou para o comandante-geral informando que tinham três policiais provocando motim na tropa do 3º Batalhão em grupo de WhatsApp, dizendo que policiais estavam sugerindo e estimulando outros a cortarem pneu de viatura, tocar fogo na viatura e não produzirem na tropa”, relatou.

Após a repercussão do caso, o comandante-geral solicitou o envio das mensagens citadas pelo comando da unidade. Segundo o deputado, o material analisado não indicou incentivo a motim.

“Ele ligou para o corregedor e pediu os prints que o comandante disse que tinha dos policiais mandando furar pneu de viatura ou tocar fogo nas viaturas. E não tinha nada disso”, disse.

Bebeto afirmou que o comandante-geral entrou em contato após analisar o material e informou que houve equívoco na avaliação inicial do caso.

“O comandante-geral me ligou e disse: ‘Bebeto, eu fui levado ao erro. Os policiais não estavam mandando ninguém furar viatura, nem queimar viatura, nem provocando motim. Estavam conversando’. Ele disse que será aberto um procedimento para apurar o caso”, declarou.

Durante o pronunciamento, o deputado também criticou a atuação do comandante do batalhão e afirmou que informações incorretas teriam sido repassadas ao comando-geral da corporação.

“O tenente-coronel Carlos Alberto levou o comandante-geral a cometer um erro, um erro que ocasionou na prisão de dois policiais militares”, afirmou.

O parlamentar também pediu desculpas públicas ao comandante-geral da Polícia Militar durante a fala na Assembleia. “Quero pedir desculpa ao comandante-geral, coronel Paulo Amorim, porque ele foi levado ao erro, assim como eu. O tenente-coronel disse que foi o comandante-geral que mandou prender, e isso também me levou ao erro”, disse.


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