INVESTIGAÇÃO

Negócios de PTK eram de fachada, diz PC: "Não declarava renda"

Suspeita integra a investigação que apura a atuação do Comando Vermelho em Alagoas
Por Ewerson Santos e Bruno Fernandes 03/06/2026 - 13:01
Atualização: 03/06/2026 - 13:10
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Ewerson Santos
Informações foram repassadas durante coletiva realizada nesta quarta-feira, 3
Informações foram repassadas durante coletiva realizada nesta quarta-feira, 3

Negócios ligados ao influenciador Patrick Almeida, conhecido como PTK, eram supostamente de fachada e utilizados para lavagem de dinheiro, segundo informou a Polícia Civil durante coletiva realizada nesta quarta-feira, 3. A suspeita integra a investigação que apura a atuação do Comando Vermelho em Alagoas e resultou na prisão do pré-candidato a deputado federal pelo MDB.

De acordo com os investigadores, lojas e outros empreendimentos vinculados a PTK são tratados como possíveis estruturas de fachada. A linha de apuração busca identificar como os estabelecimentos teriam sido utilizados para movimentações financeiras relacionadas à organização criminosa.

A Polícia Civil também destacou que o influenciador mantém um padrão de vida incompatível com as informações financeiras identificadas até o momento. Conforme a corporação, ele ostenta uma rotina de luxo, mas não possui renda declarada capaz de justificar o patrimônio sob análise.

"O PTK ostenta vida de luxo, mas não tem renda declarada [...] O inquérito ainda vai se desenvolver sobre outras formas de organizações financeiras", explicou o delegado Gustavo Henrique, chefe da Inteligência Integrada da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas.

Questionados sobre uma eventual quebra de sigilo bancário de PTK, os investigadores não deram detalhes e afirmaram que o tema será discutido posteriormente. A polícia também não informou quais medidas financeiras já foram adotadas no curso das apurações.

Durante a coletiva, a corporação afirmou não ter identificado o uso das redes sociais de PTK para divulgação do Comando Vermelho.

Segundo a investigação, PTK teria sido escolhido por José Emerson da Silva, conhecido como Nem Catenga, apontado como liderança do Comando Vermelho em Alagoas, para disputar as eleições municipais de 2024.

Deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira, 3, a operação cumpre 51 mandados judiciais contra integrantes da facção. Até o momento, nove pessoas foram presas em Alagoas e no Rio de Janeiro, conforme balanço divulgado pelas autoridades.


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