HOMICÍDIO QUALIFICADO

Policial que matou companheiros em Delmiro é indiciado; surto é descartado

Ao longo das investigações, oito pessoas foram ouvidas, entre elas quatro testemunhas
Por Ewerson Santos e Bruno Fernandes 17/06/2026 - 13:01
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Polícia Civil de Alagoas
Gildate Góes foi indiciado por duplo homicídio qualificado
Gildate Góes foi indiciado por duplo homicídio qualificado

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito sobre a morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, e indiciou o agente Gildate Góes por duplo homicídio qualificado. A investigação descartou a hipótese de surto psicótico e apontou que não há indícios de premeditação.

Os policiais foram mortos em 20 de maio de 2026 dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, Alagoas.

Segundo a apuração, os três policiais chegaram a uma choperia em Delmiro Gouveia por volta das 18h e permaneceram no local até perto da meia-noite. Funcionários do estabelecimento relataram que o grupo consumiu os drinks Jararara, com 5,5% de teor alcoólico, e Cangaço, com 8%, sem qualquer discussão ou sinal de desentendimento. Veja a linha do tempo do caso:

  • 18h: os três policiais chegam à choperia e iniciam a confraternização.
  • Perto da meia-noite: o grupo deixa o estabelecimento e segue em um carro conduzido por Yago Gomes Pereira.
  • Durante o trajeto: dois disparos são efetuados dentro do veículo, atingindo primeiro o passageiro e, em seguida, o motorista.
  • Por volta da 1h: a Polícia Civil é acionada e confirma a ocorrência.
  • Após o crime: Gildate vai para a casa da companheira e, mais tarde, é preso pelas forças de segurança.

Ao longo das investigações, oito pessoas foram ouvidas, entre elas quatro testemunhas que escutaram os tiros. A perícia encontrou dois estojos de munição e um cartucho intacto, sem indícios de falha na arma utilizada no crime.

Exames toxicológicos e a análise dos celulares dos envolvidos não identificaram elementos que apontassem para o uso de outras substâncias ou para um planejamento prévio dos homicídios. Em depoimento, o suspeito afirmou que não se lembra do ocorrido e disse que estava muito embriagado.

O delegado Flávio Dutra, afirmou que caberá à Justiça definir o destino do policial. Segundo ele, o investigado será interrogado novamente pelo Poder Judiciário, mas o conjunto de provas reunido pela investigação aponta para a responsabilidade de Gildate pelos dois homicídios.

"Durante toda a investigação, existe a comprovação que eles fizeram o consumo é excessivo de álcool, mas para a persecução penal isso é irrelevante, visto que o consumo foi voluntário do Giudati, então ele é responsável sim pelos seus atos e conforme as testemunhas oculares e todas as perícias realizadas, o disparo de arma de fogo saiu da arma do Giudati e as testemunhas afirmam que ele foi a pessoa que saiu do carro após o crime", explicou o delegado ao EXTRA.


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