HOMICÍDIO QUALIFICADO

Policial que matou companheiros em Delmiro é indiciado; surto é descartado

Ao longo das investigações, oito pessoas foram ouvidas, entre elas quatro testemunhas
Polícia Civil de Alagoas
Gildate Góes foi indiciado por duplo homicídio qualificado
Gildate Góes foi indiciado por duplo homicídio qualificado

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito sobre a morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, e indiciou o agente Gildate Góes por duplo homicídio qualificado. A investigação descartou a hipótese de surto psicótico e apontou que não há indícios de premeditação.

Os policiais foram mortos em 20 de maio de 2026 dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, Alagoas.

Segundo a apuração, os três policiais chegaram a uma choperia em Delmiro Gouveia por volta das 18h e permaneceram no local até perto da meia-noite. Funcionários do estabelecimento relataram que o grupo consumiu os drinks Jararara, com 5,5% de teor alcoólico, e Cangaço, com 8%, sem qualquer discussão ou sinal de desentendimento. Veja a linha do tempo do caso:

  • 18h: os três policiais chegam à choperia e iniciam a confraternização.
  • Perto da meia-noite: o grupo deixa o estabelecimento e segue em um carro conduzido por Yago Gomes Pereira.
  • Durante o trajeto: dois disparos são efetuados dentro do veículo, atingindo primeiro o passageiro e, em seguida, o motorista.
  • Por volta da 1h: a Polícia Civil é acionada e confirma a ocorrência.
  • Após o crime: Gildate vai para a casa da companheira e, mais tarde, é preso pelas forças de segurança.

Ao longo das investigações, oito pessoas foram ouvidas, entre elas quatro testemunhas que escutaram os tiros. A perícia encontrou dois estojos de munição e um cartucho intacto, sem indícios de falha na arma utilizada no crime.

Exames toxicológicos e a análise dos celulares dos envolvidos não identificaram elementos que apontassem para o uso de outras substâncias ou para um planejamento prévio dos homicídios. Em depoimento, o suspeito afirmou que não se lembra do ocorrido e disse que estava muito embriagado.

O delegado Flávio Dutra, afirmou que caberá à Justiça definir o destino do policial. Segundo ele, o investigado será interrogado novamente pelo Poder Judiciário, mas o conjunto de provas reunido pela investigação aponta para a responsabilidade de Gildate pelos dois homicídios.

"Durante toda a investigação, existe a comprovação que eles fizeram o consumo é excessivo de álcool, mas para a persecução penal isso é irrelevante, visto que o consumo foi voluntário do Giudati, então ele é responsável sim pelos seus atos e conforme as testemunhas oculares e todas as perícias realizadas, o disparo de arma de fogo saiu da arma do Giudati e as testemunhas afirmam que ele foi a pessoa que saiu do carro após o crime", explicou o delegado ao EXTRA.


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