JUSTIÇA

MPAL vai acionar CNJ e cobrar transparência em concurso da Saúde

Reserva técnica denuncia sigilo e pede nomeação de aprovados
Por Assessoria 16/06/2026 - 19:00
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MPAL
Comissão da reserva técnica foi recebida pelo MPAL para discutir andamento do concurso da Saúde
Comissão da reserva técnica foi recebida pelo MPAL para discutir andamento do concurso da Saúde

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que vai acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para cobrar transparência no processo relacionado ao concurso da Saúde realizado pelo Governo de Alagoas em 2002. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 16, após reunião entre o promotor de Justiça Coaracy Fonseca e representantes da comissão da reserva técnica do certame.

Segundo o MPAL, os candidatos apresentaram documentos e informações indicando que, mesmo 24 anos após a realização do concurso, menos de 400 aprovados da reserva técnica foram nomeados. A comissão também questiona o fato de o processo judicial, originado de uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo próprio Ministério Público, tramitar sob sigilo no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

Durante o encontro, o promotor afirmou que solicitará providências ao CNJ para que o processo tenha maior transparência e possa ser acessado pelas partes interessadas e pela sociedade. Além disso, o MPAL pretende cobrar do Estado a substituição de profissionais contratados de forma temporária ou terceirizada por candidatos da reserva técnica que ainda aguardam convocação.


De acordo com a documentação apresentada pela comissão, dados obtidos por meio do Portal da Transparência e de escalas de plantão de unidades de saúde apontam a existência de mais de 1.100 profissionais contratados de forma precária ou terceirizados na área da saúde em Alagoas. Ao mesmo tempo, cerca de 600 candidatos da reserva técnica permanecem à espera de nomeação.

Os representantes do grupo citaram situações específicas para reforçar o pedido. No cargo de farmacêutico, por exemplo, havia 13 candidatos da reserva técnica até 2025, mas apenas um foi nomeado. No mesmo período, segundo a comissão, o Estado mantinha 94 profissionais contratados de forma precária. Já para psicólogo, dos 16 aprovados da reserva técnica, apenas dois teriam sido convocados, enquanto 66 contratados continuavam atuando na função.

A comissão também relatou dificuldades para obter informações sobre o andamento do processo ao longo dos anos. Os candidatos afirmaram que buscaram apoio em diferentes órgãos públicos antes de serem recebidos pelo Ministério Público.

O concurso da Saúde de 2002 é alvo de discussões judiciais há anos e envolve reivindicações de aprovados que defendem a substituição de vínculos temporários por servidores concursados. O caso segue em acompanhamento pelo MPAL, que deverá adotar novas medidas após analisar a documentação entregue pela comissão.


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