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Calheiros leva demandas da ‘Comissão Master’ ao STF e à Polícia Federal

Senador articula rodada institucional para ampliar acesso a informações sobre investigações
Por Redação 10/02/2026 - 06:17
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Reprodução - TV Senado
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)
O senador por Alagoas, Renan Calheiros (MDB)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal se reúne nesta terça-feir, 10, a para votar os requerimentos do grupo de trabalho criado para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A iniciativa é conduzida pelo presidente da comissão, o senador Renan Calheiros, e marca a primeira etapa formal de consolidação da atuação do colegiado no caso.

A votação dos requerimentos define o escopo prático da comissão, com pedidos de informações, convocações e diligências que passam a orientar a atuação institucional da CAE. A partir dessas deliberações, o grupo de trabalho passa a dispor de instrumentos para acessar documentos, dados técnicos e esclarecimentos considerados centrais para o acompanhamento das apurações sobre o Banco Master.

Na quarta-feira, Renan Calheiros amplia a articulação institucional com duas reuniões estratégicas em Brasília. A primeira será com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em seguida, o senador se reúne com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O objetivo é discutir os limites e as possibilidades de compartilhamento de informações entre os órgãos de investigação e o Senado, especialmente no que se refere a dados protegidos por sigilo judicial.

Segundo Renan Calheiros, as tratativas com órgãos de controle têm ocorrido em ambiente de colaboração. O senador citou as visitas já realizadas ao Tribunal de Contas da União e ao Banco Central como exemplos de receptividade institucional e defendeu a ampliação da transparência no acompanhamento do caso.

Na avaliação do presidente da CAE, a atuação do grupo de trabalho não concorre com outras frentes de investigação em curso, mas busca complementar o acompanhamento sob a ótica do sistema financeiro e da supervisão regulatória. A estratégia, segundo interlocutores da comissão, é atuar de forma coordenada com os órgãos responsáveis pelas apurações, preservando o papel fiscalizador do Legislativo.

A agenda desta semana é considerada decisiva para o ritmo dos trabalhos. Com a votação dos requerimentos e a realização das reuniões institucionais, a expectativa é que a comissão avance na obtenção de informações técnicas e documentais que permitam identificar eventuais falhas de supervisão e responsabilidades no caso Banco Master.


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