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Renan Calheiros leva caso Banco Master ao Supremo e à Polícia Federal
Alagoano articula acesso a documentos sigilosos e amplia pressão por esclarecimentos sobre fraudes
Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) iniciam nesta semana uma ofensiva institucional para aprofundar as investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. O movimento inclui reuniões com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Presidente da CAE, o senador Renan Calheiros criou uma subcomissão específica para apurar suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira. A agenda prevê encontro com Andrei Rodrigues na sede da PF e, em seguida, reunião institucional com Fachin, com o objetivo de buscar colaboração e acesso a informações protegidas por sigilo judicial.
Na semana anterior, parlamentares da comissão já haviam se reunido com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e com o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo. Após o encontro, Renan Calheiros afirmou ter solicitado ao Banco Central toda a documentação relacionada ao Banco Master, inclusive a coberta por sigilo, e não descartou recorrer ao plenário do Senado para autorizar formalmente a quebra desses sigilos.
Segundo relatos de participantes da reunião, Galípolo informou que o compartilhamento de parte dos documentos depende de autorização do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, que determinou sigilo rigoroso sobre as investigações. A expectativa dos senadores é que o diálogo direto com o STF ajude a destravar o acesso às informações.
Renan Calheiros também anunciou a intenção de encaminhar questionamentos formais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma reunião fora da agenda oficial mantida com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O plano de trabalho da subcomissão prevê a realização de audiências públicas para discutir a liquidação da instituição, a atuação do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários, além da apuração de eventuais falhas de supervisão e lacunas regulatórias. Ao final, a CAE deve apresentar relatório com recomendações e possíveis propostas legislativas, incluindo a ampliação dos poderes do Banco Central sobre fundos de investimento, apontados como peça central no esquema sob investigação.



