quase greve

Filho diz que governo acompanha tensão com caminhoneiros e prepara medidas

Ministro afirma que cenário é monitorado e confirma MP para reforçar cumprimento da tabela
Por Redação 20/03/2026 - 06:28
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Ministério dos Transportes
O ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB)
O ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB)

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo federal acompanha a ameaça de paralisação de caminhoneiros e poderá adotar novas medidas caso a mobilização avance. Segundo ele, a situação é monitorada diante do impacto potencial sobre a economia e o abastecimento.

Entre as ações em elaboração está a edição de uma Medida Provisória para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete. A proposta prevê o endurecimento das punições a empresas que descumprirem a tabela e a ampliação dos mecanismos de controle, inclusive por meio de sistemas eletrônicos.

A movimentação ocorre em um contexto de insatisfação crescente entre caminhoneiros, que apontam aumento nos custos operacionais, especialmente com o diesel, sem compensação proporcional nos valores dos fretes. A alta do combustível tem sido influenciada por fatores externos, como a instabilidade no mercado internacional de petróleo.

De acordo com dados do próprio Ministério dos Transportes, houve aumento recente no número de infrações relacionadas ao descumprimento da tabela do frete, com aplicação de multas milionárias. Apesar disso, a avaliação dentro do governo é de que as penalidades atuais não têm sido suficientes para coibir irregularidades.

Renan Filho destacou que o governo mantém canais de diálogo com a categoria por meio de fóruns institucionais e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sem indicar interlocutores específicos para negociação direta.

A estratégia do governo combina medidas regulatórias e monitoramento do cenário econômico, enquanto tenta evitar a deflagração de uma greve. Nos bastidores, há indicação de que outras frentes podem ser acionadas, incluindo atuação jurídica contra práticas consideradas abusivas no mercado de combustíveis.


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