NOS EUA
Flávio pede a Trump para classificar PCC e CV como grupos terroristas
Senador participou de reunião com presidente dos Estados Unidos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 26, que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o senador durante coletiva de imprensa.
De acordo com o parlamentar, Trump respondeu que irá analisar a possibilidade de incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas dos Estados Unidos.
Além do tema relacionado ao crime organizado, Flávio Bolsonaro disse que também discutiu com Trump assuntos ligados a tarifas comerciais, terras raras e liberdade de expressão nas redes sociais.
O senador afirmou ainda que o presidente norte-americano perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, gesto que classificou como “humano”. Segundo Flávio, ele recebeu de Trump uma “challenge coin”, moeda militar comemorativa tradicional nos Estados Unidos.
A viagem de Flávio aos EUA foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. Também participaram do encontro Eduardo Bolsonaro e o comunicador Paulo Figueiredo.
Segundo integrantes da comitiva, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca durante a reunião.
Atualmente, o governo Lula é contrário à classificação de PCC e CV como organizações terroristas. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a medida poderia abrir margem para ações internacionais mais amplas em território brasileiro.
Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira já prevê punições severas para organizações criminosas, em alguns casos mais rígidas do que a legislação antiterrorismo.
O encontro ocorre em meio à movimentação política de Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial de 2026. Pesquisas recentes apontaram oscilação nas intenções de voto do senador após repercussões envolvendo o caso “Dark Horse” e o banqueiro Daniel Vorcaro.



