POLÍTICA
Gostaria que Daniella Marques fosse minha vice, diz Flávio Bolsonaro
Senador elogiou a ex-presidente da Caixa, mas Republicanos mantém neutralidade
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira, 4, que gostaria de ter a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos) como candidata a vice em sua chapa nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao portal O Antagonista.
"Tem que ser alguém que passe uma mensagem positiva, que agregue. A Dani foi fantástica durante o governo do presidente Bolsonaro. Alguém que tem diversas qualidades, muito além da economia. Uma pessoa que se encaixa em qualquer lugar, mobilidade social, economia, relacionamento com o Congresso, organização dos ministérios", afirmou.
Apesar da preferência, a composição enfrenta um obstáculo. O Republicanos já anunciou que adotará uma posição de neutralidade na disputa presidencial, o que inviabiliza, neste momento, a participação de Daniella Marques na chapa do PL.
Flávio disse que a definição da vice ainda deve levar alguns dias. "Tem mais 15 dias de novela", declarou. O prazo para oficializar a chapa termina em 15 de agosto.
Quem é Daniella Marques
Daniella Marques tem 46 anos, é administradora e presidiu a Caixa Econômica Federal entre julho de 2022 e janeiro de 2023, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes disso, atuou como assessora especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes.
Nos bastidores, ela é vista como um nome técnico, com trânsito entre o setor produtivo, o mercado financeiro e o Congresso Nacional.
Outros nomes seguem no radar
Antes da manifestação pública de Flávio Bolsonaro, outros nomes chegaram a ser cogitados para ocupar a vaga de vice. Um deles foi o da alagoana Marina Candia (PSDB), esposa do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), apontada por O Globo como uma das possibilidades analisadas pelo PL.
A legenda também avaliou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas o PP optou pela neutralidade na eleição presidencial. Caso não consiga fechar uma aliança, o PL estuda indicar um nome do próprio partido para compor a chapa. Entre as alternativas citadas estão as deputadas federais Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE).



