Cezinha de Madureira
Dino cita honorários de R$ 1 milhão e despachos de Cezinha no STF, diz site
Decisão que autorizou operação da PF relata suposta atuação do deputado para influenciar ministros
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou honorários de até R$ 1 milhão e supostos despachos do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-RJ) com ministros da Corte em decisão que autorizou uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal. As informações são do site Folha de São Paulo.
Segundo o relato da PF incluído na decisão, Cezinha e a mulher, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, fariam parte de um grupo que atuaria para influenciar ministros em processos de interesse de clientes da advogada Mariângela Fialek.
Cezinha, que não é advogado, teria como função fazer contatos diretos com ministros de tribunais superiores. Já Mariângela seria responsável por captar clientes e preparar peças e memoriais, enquanto Valéria cuidaria de contratos e documentos relacionados aos honorários.
Honorários por resultado
De acordo com a PF, os pagamentos estariam vinculados ao resultado dos processos. Em um dos casos citados, um contrato previa a cessão de R$ 1 milhão em honorários para a sociedade de advocacia de Valéria caso houvesse êxito em uma reclamação constitucional em tramitação no STF.
A investigação também aponta conversas nas quais Cezinha teria informado a Mariângela sobre contatos com ministros. Entre os diálogos mencionados está uma conversa sobre um possível despacho com o ministro Kassio Nunes Marques.
Para a PF, o padrão se repetiria nos casos analisados: Mariângela enviaria peças e informações ao deputado, Cezinha relataria contatos com ministros e, paralelamente, seriam formalizados contratos de honorários condicionados ao resultado dos julgamentos.



