CASO BANCO MASTER

Fachin aguarda parecer da PGR sobre 3 frentes de investigação do Master

O presidente do STF deu 15 dias para a PGR analisar pedidos da PF sobre três investigações ligadas
Divulgação
Fachada do Banco Master
Fachada do Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, concedeu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre pedidos da Polícia Federal (PF) relacionados a três frentes de investigação do Banco Master. As apurações tratam de suspeitas de fraudes em operações financeiras, do financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (preso por tentativa de golpe de Estado cumprindo pena em regime domiciliar humanitário por questões de saúde) e de possíveis vínculos entre empresários ligados ao banco e o senador Jaques Wagner (PT-BA).

As decisões foram tomadas poucos dias após Fachin determinar que os procedimentos da Operação Compliance Zero permanecessem temporariamente sob a Presidência do Supremo. Segundo a mídia brasileira, a medida ocorre em meio a discussões na Corte após a identificação de referências a ministros do STF em documentos reunidos pela PF.

Segundo Fachin, caberá ao plenário analisar eventuais elementos que envolvam integrantes do tribunal e decidir sobre a abertura de investigações. A permanência dos casos na presidência poderá ser revista antes do prazo previsto, dependendo do andamento de processos relacionados ao tema.

Na principal frente de apuração, a PF pediu mais 60 dias para concluir perícias e diligências sobre operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Um relatório parcial com mais de 700 páginas levou ao indiciamento do ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro, e de outras 14 pessoas.

De acordo com os investigadores, as operações analisadas envolveram cerca de R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito negociadas entre as instituições. A PF afirma que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse montante corresponderiam a créditos sem comprovação de existência, conhecidos como "carteiras podres".

A Procuradoria também deverá avaliar o pedido de prorrogação do inquérito que apura o financiamento do filme "Dark Horse". A investigação busca esclarecer se recursos ligados a Daniel Vorcaro foram usados na produção e se empresas associadas ao grupo participaram de repasses para o projeto.

Os investigadores afirmam que ainda dependem de perícias contábeis e financeiras, análise de dados telemáticos, cooperação jurídica internacional e outras diligências para concluir essa apuração. Entre os investigados estão aliados políticos e familiares do ex-presidente.

Em outra frente, a PF pediu mais prazo para concluir o inquérito que envolve o senador Jaques Wagner. A investigação busca esclarecer possíveis relações entre integrantes do grupo empresarial ligado ao Banco Master e o gabinete do parlamentar, incluindo encontros e eventuais interesses legislativos relacionados ao banco.

Mas, para que os três casos caminhem e novas diligências sejam realizadas para eventuais desdobramentos, a PGR precisa emitir um parecer. Somente após a manifestação do Ministério Público Fachin decidirá sobre a continuidade das investigações e sobre os pedidos de prorrogação apresentados pela PF.

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