Sururu

A conta não fecha

11/04/2026 - 08:15
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Divulgação
Fachada do Banco Master
Fachada do Banco Master

Credores dos precatórios sob custódia do Tribunal de Justiça de Alagoas – verdadeiros donos dos depósitos judiciais – estão frustrados com a remuneração paga pelo BRB, gestor de R$ 3 bilhões de Alagoas. Lembram que lei federal estipula remuneração mínima de 0,5% ao mês mais variações da Selic.

De acordo com as planilhas dos últimos oito meses obtidas pela coluna, o Banco Regional de Brasília remunerou os depósitos judiciais em 0,32%, menos que 0,5% da Caderneta de Poupança. Alegam que pela taxa de 1% praticada no mercado o BRB deveria pagar R$ 30 milhões por mês, não os R$ 9,5 milhões constantes das planilhas do banco.

Ao fim e ao cabo surge a pergunta que não quer calar: por que o então presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Fernando Tourinho, trocou a segurança do Banco do Brasil pela incerteza do BRB para gerir esses recursos? E mais, à época da assinatura do contrato com o TJAL o Banco de Brasília já dava sinais de alto risco de liquidez, dado seu envolvimento com o Master.

O Banco Master nasceu na Bahia onde o BRB celebrou seu primeiro contrato para administrar a folha de pagamento do Tribunal de Justiça e os depósitos judiciais da Bahia, estado governado pelo PT.

Ato contínuo, o Banco Regional de Brasília abocanhou as contas do Poder Judiciário do Ceará e da Paraíba, também governados pelo PT. Alagoas foi o último estado do Nordeste – aliado do PT – a contratar o BRB para gerir a folha de pessoal do TJAL e os depósitos judiciais. No total, o banco administra R$ 30 bilhões, recursos de terceiros, que correm o risco de virar fumaça na hipótese de bancarrota.


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