Conteúdo do impresso Edição 1330

JUSTIÇA NA BERLINDA

Juíza contesta imparcialidade e pede suspeição de dois desembargadores no TJ

Defesa de Emanuela Porangaba alega perseguição institucional e irregularidades nos processos contra a magistrada
30/08/2025 - 06:00
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DICOM TJAL
Emanuela Porangaba foi aposentada compulsoriamente
Emanuela Porangaba foi aposentada compulsoriamente

A juíza Emanuela Bianca de Oliveira Porangaba, ex-titular da 21ª Vara Cível de Maceió e punida em maio com a pena de aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), entrou com duas exceções de suspeição para contestar a atuação de desembargadores que participaram de diferentes etapas do processo disciplinar que levou à sanção máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A defesa da magistrada sustenta que houve perseguição institucional, irregularidades processuais e quebra da imparcialidade.

Os pedidos são direcionados contra os desembargadores Domingos de Araújo Lima Neto e Paulo Barros da Lima Silva. O primeiro teria atuado em medidas preliminares ainda na condição de corregedor-geral de Justiça, enquanto o segundo foi relator do processo disciplinar que resultou na punição. Segundo a defesa da magistrada, ambos comprometeram a lisura do julgamento, razão pela qual pedem o afastamento deles de quaisquer feitos, administrativos ou jurisdicionais, relacionados à juíza, além da anulação dos atos já praticados.



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