Fim das contratações
Governo veda concurso para 68 profissões em instituições federais do país

O governo federal vedou concursos para 68 profissões em universidades e instituições federais de ensino. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, edição extra, esta semana. Através de decreto, o presidente Jair Bolsonaro vedou a abertura de concursos públicos e o provimento de vagas além do previsto em editais de seleções já em andamento em instituições federais de ensino.
A decisão inclui profissões como instrumentador cirúrgico, auxiliar de enfermagem, operador de câmera de cinema e TV, revisor de textos braile, técnico em música, em anatomia e em audiovisual, coreógrafo, diretor de artes cênicas, jornalista, publicitário, músico terapeuta e sanitarista, entre outros.
De acordo com o Ministério da Economia, a vedação atinge cerca de 20 mil cargos. O decreto não extingue os cargos, mas veda novas contratações além das já previstas em concursos em andamento.
O governo federal também anunciou no decreto que extinguirá 27,5 mil cargos. Os postos extintos incluem atividades consideradas obsoletas - por exemplo datilógrafo, telefonista e linotipista - mas também outras atuais - como enfermeiro, auxiliar de enfermagem, técnico em saneamento - além de motoristas de órgãos específicos, como o Ibama.
Em nota, o Ministério da Economia disse ter analisado cerca de 500 mil cargos para identificar os que "não são mais condizentes com a realidade da atual força de trabalho federal".
Do total de cargos que serão extintos, 14.227 já estão desocupados e serão suprimidos imediatamente. Outros 13.384 cargos estão ocupados e a extinção ocorrerá quando o servidor se aposentar.
O número maior de redução será no Ministério da Saúde, onde 22.476 cargos serão eliminados. Serão extintos 10.661 cargos de agente de saúde pública. Além disso, foram extintos 5.212 cargos de guardas de endemia.