CASO PINHEIRO
Conta da Braskem em AL vai a R$ 12,7 bi e ações judiciais são extintas

Na reta final de 2020, a Braskem praticamente colocou um ponto final nos problemas enfrentados em Alagoas, ao menos do ponto de vista financeiro.
Segundo reportagem do Valor Econômico, os acordos recém-firmados com autoridades do Estado e da União extinguem as ações civis públicas que eram a grande fonte de incertezas quanto ao custo financeiro do evento geológico em Maceió.
Agora, a conta está estimada em R$ 12,7 bilhões, com acréscimo de R$ 1,2 bilhão. No entanto, o débito está bem abaixo dos mais de R$ 30 bilhões reconhecidos pela companhia como perdas possíveis causadas aos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.
Recente acordo assinado entre a Braskem e Ministério Público Estadual de Alagoas, visando extinguir duas ações civis públicas (ACP) relacionadas à compensação dos moradores e à reparação socioambiental do trágico evento geológico em bairros de Maceió, elevou os custos da empresa em mais R$ 1,2 bilhão.
"A celebração do novo acordos para Compensação dos Moradores e para Reparação Socioambiental representa um avanço importante em relação ao evento geológico de Alagoas e seus potencias impactos”, declarou a Braskem no documento.
A Braskem e os órgãos concordaram em criar um grupo técnico com o objetivo de acompanhar o evento geológico e estudar as áreas adjacentes ao Mapa da Defesa Civil pelo prazo de cinco anos; transferir R$ 1 bilhão do valor provisionado acima para a conta bancária da Braskem específica para o custeio do programa de compensação financeira, em 10 parcelas mensais no valor de R$ 100 milhões cada, com início em janeiro de 2021.
Também foi acordada a redução em R$ 200 milhões do seguro-garantia já apresentado pela Braskem ao Juízo, para o montante total aproximado de R$ 1,8 bilhão.
banner