CRIME DE MANDO
Juiz aposentado Marcelo Tadeu desafia delegado Paulo Cerqueira: 'Diga para quem fez isso'
Delegado geral da Polícia Civil é acusado de ter tramado a morte de magistrado em 2009
O juiz aposentado Marcelo Tadeu reuniu a imprensa na manhã desta sexta-feira, 9, para dar sua versão a respeito do inquérito da Polícia Federal que apura a morte do advogado Nudson de Freitas. Conforme Tadeu, ele seria o verdadeiro alvo dos autores do homicídio. Freitas teria sido morto por engano, já que ambos estavam com roupas parecidas e possuíam características físicas semelhantes.
Na quinta-feira, 8, a imprensa alagoana se deparou com a informação publicada pelo site Repórter Nordeste, ainda não confirmada pela Polícia Federal (mas também não negada), de que quem teria arquitetado a morte do magistrado seria o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira. Na coletiva de imprensa, Marcelo Tadeu contou que, na época do crime, chegou a conversar com Cerqueira.
Naquela ocasião, disse ao delegado que ele teria sido alvo de uma tentativa de assassinato e que deveria prestar depoimentos para colaborar com a investigação. No entanto, conforme Tadeu, "fui ignorado por Cerqueira que insistiu em manter um inquérito que acabou em pizza". "Paulo Cerqueira, diga para quem o senhor fez isso. Diga a quem atendeu. Será que é isso que te faz ficar no poder por dez anos? Responda à sociedade alagoana, preste contas!", desafiou.
O crime aconteceu no dia 3 de julho de 2009, no bairro Mangabeiras, na capital alagoana. Mas quem queria ver Marcelo Tadeu morto? De acordo com o magistrado aposentado, ele sempre esteve envolvido em decisões e processos que continham nomes influentes em Alagoas, como usineiros, magistrados e prefeitos, sem contar seu trabalho para combater a gangue fardada, grupo criminoso formado por policiais.
Assista a trecho da coletiva
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