CRIME EM MACEIÓ

Justiça torna réu e mantém preso advogado acusado de tentar estuprar babá

Homem, de 63 anos, também responderá por porte ilegal de arma de fogo
Divulgação
Advogado manteve vítima em cárcere privado
Advogado manteve vítima em cárcere privado

A Justiça de Alagoas aceitou nesta quarta-feira, 28, a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e tornou réu o advogado, de 63 anos, suspeito de tentar estuprar uma babá de 18 anos, no bairro de Cruz das Almas, em Maceió, no último dia 19.

Na decisão, o juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 12ª Vara Criminal da Capital, negou um pedido de liberdade feito pela defesa do advogado. O réu também vai responder por posse irregular de arma de fogo.

"Recebo a denúncia oferecida em desfavor do acusado, devidamente qualificado nos autos, pela suposta prática do crime de tentativa de estupro e posse irregular de arma de fogo de uso permitido", diz um trecho da decisão.



O advogado ficará recolhido em uma cela especial, já que o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), em seu artigo 7º, V, determina que o advogado não será “recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar.”

A vítima trabalhava na casa do advogado, cuidando dos três filhos dele. Durante a busca na cada dele, a polícia confiscou um revólver calibre 38, juntamente com três munições deflagradas e duas intactas. Também foi encontrada no local uma substância conhecida como Durateston (um hormônio muscular).

Segundo relatos da equipe policial que respondeu à ocorrência, ao chegarem ao local, ouviram os gritos de socorro da vítima. Após tentativas fracassadas de comunicação com o suposto agressor através do interfone, os policiais solicitaram sua cooperação para abrir a porta, porém ele recusou-se. Diante da urgência da situação e do perigo iminente à vítima, os policiais pediram apoio e autorização para entrar à força na residência.

Após adentrarem a casa, encontraram a vítima no quintal e o suposto agressor trancado em um dos quartos. Como ele se recusou a abrir a porta e estava demonstrando comportamento agressivo, foi necessário o uso de algemas e o arrombamento da porta do quarto.

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