DATASENADO

82% das vítimas da Braskem estão insatisfeitas com os poderes públicos

Pesquisa ouviu 1.727 vítimas do afundamento dos bairros de Maceió
Afrânio Bastos
Pinheiro, bairro destruído pelo afundamento do solo
Pinheiro, bairro destruído pelo afundamento do solo

Uma pesquisa feita pelo Instituto DataSenado em parceria com o gabinete do senador Rogério Carvalho, relator da CPI da Braskem, aponta que 82% das vítimas da Braskem estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos com as ações dos poderes públicos em relação ao desastre - 2% estão satisfeitos.

Sobre a qualidade de vida atual dos atingidos, o dado é impressionante: 0% dos entrevistados consideram ótima, 2% boa. 5% consideram boa a vida atual que levam e 30% estão insatisfeitos. Quanto ao endividamento após o desastre: 56% disseram que se encontram nessa situação, contra 44%.

A pesquisa visa complementar as informações obtidas pela CPI da Braskem e deve embasar e reforçar decisões e recomendações do colegiado. O levantamento ouviu 1.727 vítimas do afundamento dos bairros de Maceió, de 22 a 25 de abril.

Veja alguns números:

- 84% acham que a população diretamente afetada participou pouco ou nada dos acordos realizados com a Braskem por intermédio dos poderes públicos;
- 82% dos entrevistados se disseram insatisfeitos ou muito insatisfeitos com as ações dos poderes públicos em relação ao desastre (satisfeitos – 2%);
- 13%, apenas, dos consultados se disseram muito satisfeitos com os acertos feitos com a mineradora (pouco ou nada satisfeitos – 47% e 37%, respectivamente).
- 3% disseram que a Braskem compensou totalmente o dano causado à cidade ou em parte, 29%.

Quanto as regiões que não foram ou foram menos contempladas, eis a posição dos entrevistados:

- Flexal 46%
- Bom Parto 34%
- Chã de Bebedouro 27%
- Farol 22%
- Mutange – 13%
- Bebedouro 11%
- Pinheiro 7%
- Sanatório, 6%


Encontrou algum erro? Entre em contato