Violência urbana

Alagoas registra 946 vítimas de mortes violentas em 2025, aponta Justiça

Estado está em 3º lugar no país em taxa de morte violenta a cada grupo de 100 mil habitantes
Por Tamara Albuquerque 25/01/2026 - 09:25
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Cortesia/Arquivo
Vítima de homicídio em Matriz de Camaragibe
Vítima de homicídio em Matriz de Camaragibe

O Brasil registrou 34.086 mortes violentas em 2025, o que representa uma redução de 11,1% em relação aos casos registrados em 2024. No ranking nacional, a Bahia lidera com o maior número de vítimas, sendo 3,9 mil. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública, computados até terça-feira, 20 de janeiro, e consideram indicadores de feminicídio, homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

Apesar de a Bahia liderar com o maior número de mortes violentas no país, o Rio de Janeiro aparece logo em seguida, com 3.581 óbitos violentos. Já Pernambuco ficou em terceiro lugar, com pouco mais de 3 mil vítimas. Alagoas aparece no ranking em 11º lugar, com 946 mortes, corresponde a quase três vítimas por dia, um número superior ao registrado nos estados nordestino Paraíba (869), Rio Grande do Norte (853), Piauí (544) e Sergipe (315).

Em Alagoas, os cinco municípios com maior número de homicídio doloso são Maceió, com345 vítimas, Arapiraca com 46 vítimas, São Miguel dos Campos com 36,  Marechal Deodoro com 24 e Atalaia com 20 mortes.

No cenário nacional os números mostram que a queda nacional nas mortes violentas ocorreu em 21 das 27 unidades federativas. O estado do Amazonas encabeça a redução, registrando recuo de 33% em relação a 2024. Mato Grosso do Sul aparece em seguida, com - 28% e Paraná e Rio Grande do Sul – ambos com recuo de 24%.

Taxa de morte a cada grupo de 100 mil habitantes

Considerando a taxa de morte violenta para cada grupo de 100 mil habitantes, Ceará, Pernambuco e Alagoas aparecem no topo. A taxa nacional, levando em conta os 26 estados e o Distrito Federal, ficou em 15,97 no ano passado. Apesar disso, a taxa registrada pelo Ceará foi de 32,6. Em seguida aparece Pernambuco, com 31,61. Na terceira posição, Alagoas registrou uma taxa de 29,37.

Em contrapartida, São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38) e Distrito Federal (8,88) registraram as menores taxas.



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