Polícia
Suposto mandante na morte de Joba fica em silêncio durante depoimento
Ruan Carlos está detido na Central de Flagrantes e vai passar por audiência de custódia nesta manhã
O historiador Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suspeito de ser o mandante na morte de Johanisson Carlos Lima Costa, o Joba, teria ficado em silêncio ao ser interrogado sobre o crime, na segunda-feira, 26, instantes após se apresentar à polícia. Embora o advogado que faz a defesa dele, Napoleão Lima Júnior, ter anunciado nas redes sociais que seu cliente iria "esclarecer tudo", a opção do acusado foi por calar.
A informação é da delegada Tacyane Ribeiro, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela concedeu entrevista coletiva para falar sobre o caso, que vem tendo grande repercussão no estado e fora de Alagoas. Ruan Carlos se apresentou à polícia na noite de segunda-feira, 26.
A delegada Tacyane informou que o suspeito apresentou nervosismo enquanto era ouvido pela polícia e limitou-se apenas a confirmar os dados pessoais. "Ele não tem antecedente criminal e estava bastante nervoso. Só respondeu a primeira parte do interrogatório, sobre os dados dele. Sobre os fatos, ele ficou em silêncio. Ele tem o direito de permanecer em silêncio, tanto no âmbito policial quanto judicial. Mas, de certa forma, não colaborou com a investigação. Ele teve a oportunidade de dar a versão dele dos fatos", ressaltou.
Ruan Carlos está detido na Central de Flagrantes, em Maceió, e nesta manhã participa de audiência de custódia no fórum do Barro Duro, quando a Justiça decidirá se ele pode responder ao inquérito em liberdade ou a prisão será convertida em preventiva. No momento em que se apresentou à polícia, o acusado de ser o mandante do homicídio do funcionário do CRM estava sem celular para ser periciado. Além de ser "ouvido", ele fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.
O envolvimento de Ruan Carlos no crime foi delatado pelo envolvido Symeone Batista dos Santos, responsável por levar o autor do disparo até a vítima, na última sexta-feira, 23. Symeone disse em depoimento que Ruan Carlos combinou a morte de Joba por R$ 10 mil e que parte - R$ 4 mil- foi pago dias antes do crime, que ocorreu na última sexta-feira no bairro Santa Lúcia.
A motivação do crime seria ciúme porque Joba estava reatando um relacionamento amoro com a ex-namorada de Ruan Carlos. A delegada Tacyane Ribeiro descartou a participação da ex-companheira de Ruan Carlos no crime. Ela enfatizou que a linha de investigação foi mantida, de que a mulher teve um relacionamento com a vítima no passado e agora reatava o romance. Sendo que, no período que não estavam juntos, ela e Ruan Carlos tiveram um namoro breve. O suspeito não teria aceitado a reconciliação dela com Joba.
"Quanto ao aparelho da mulher, já foi verificado na sexta-feira, no dia do depoimento dela, e nada de suspeito foi encontrado no celular [...] No inquérito policial, não consta que ela tenha participado do crime", rechaçou.
Johanisson era coordenador da categoria de base do CRB e foi executado com um tiro à queima-roupa na cabeça depois de sair de casa, na Santa Lúcia, a caminho do CT Ninho do Galo, onde trabalhava. O atirador, Raul Silva de Melo, 27, morreu em confronto com a polícia no Clima Bom, no último domingo (25), junto com os cúmplices José Cícero Aprígio da Silva, 27, e Ana Tássia da Silva Santos, 28.



