ASSASSINATO

Justiça mantém prisão de suspeito de mandar matar supervisor do CRB

Decisão foi tomada após audiência de custódia realizada por videoconferência
Por Assessoria 27/01/2026 - 15:49
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Francisco Cedrim/CRB/ cortesia
Johanisson Lima, o Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros no bairro de Santa Lúcia
Johanisson Lima, o Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros no bairro de Santa Lúcia

A Justiça manteve a prisão preventiva do homem apontado como mandante do assassinato do supervisor das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta terça-feira, 27, por videoconferência, na Central de Flagrantes, em Maceió.

Segundo a defesa, foi apresentado pedido de revogação da prisão, que foi negado pelo juiz. O advogado informou ainda que solicitou garantias previstas em lei, como custódia em ala separada, em razão da formação acadêmica do acusado, além do direito à saúde. O magistrado entendeu que, neste momento, a manutenção da prisão preventiva é necessária.

O suspeito tinha mandado de prisão em aberto e se apresentou voluntariamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na noite dessa segunda-feira, 26. Durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional, e não apresentou versão sobre o crime.

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação do investigado após a confirmação da morte da vítima. Ele teria deixado um notebook na casa de um amigo, passado pela residência da mãe e, em seguida, viajado de carro até Recife (PE), de onde embarcou para São Paulo. Dias depois, retornou a Alagoas e se entregou à polícia.

Em coletiva de imprensa, a delegada Taciana Ribeiro, coordenadora da DHPP, informou que o homicídio foi motivado por questão pessoal e descartou a hipótese de latrocínio. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes após o fim de um relacionamento e a reconciliação da vítima com a ex-companheira.

“A investigação é complexa, mas, em tese, o caso está esclarecido. Restam diligências complementares, como análises técnicas e oitivas finais”, afirmou a delegada.

Até o momento, duas pessoas estão presas e outros três suspeitos morreram em confronto com a polícia durante operações relacionadas ao caso. A Polícia Civil informou que as investigações seguem até a conclusão formal do inquérito.


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