Saúde

Alagoas soma mais de mil casos de leishmaniose em uma década

Doença matou 41 pessoas entre 2014 e 2023, segundo informação do Datasus
Por Redação com assessoria 30/01/2026 - 10:03
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Divulgação
Mosquito-palha, transmissor da leishmaniose
Mosquito-palha, transmissor da leishmaniose

No dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, celebrado em 31 de janeiro, o alerta se volta para a leishmaniose, uma enfermidade ainda presente em todas as regiões do país e considerada um problema relevante de saúde pública em estados de clima quente e úmido, como Alagoas. Em pouco mais de uma década, Alagoas já registrou mil casos da doença, um número que reforça a necessidade de controle do vetor, que é um mosquito.

Quando não identificada e tratada precocemente, a doença pode evoluir com gravidade e levar à morte, especialmente em sua forma visceral.

Transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha (flebotomíneo), a doença pode se manifestar principalmente de duas formas: a tegumentar, caracterizada por lesões na pele e, em casos mais graves, comprometimento de mucosas; e a visceral, também conhecida como calazar, que afeta órgãos internos como fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando não tratada, a forma visceral pode levar à morte em até 90% dos casos.

Em Alagoas, entre 2014 e 2023, foram registrados 517 casos confirmados de leishmaniose visceral. Do total, 69,4% dos pacientes evoluíram para cura, enquanto 8,9% foram a óbito em decorrência direta da doença, ou 41 mortes. Os dados, extraídos do DATASUS, indicam maior concentração de casos nos anos de 2018 e 2019, seguida por uma tendência de redução a partir de 2020, com o menor número de registros em 2023.


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