tragédia no trânsito
Ônibus envolvido no acidente com romeiros fazia transporte clandestino
ANTT não reconhece habilitação do veículo nem certificado de segurança veicular
O ônibus que caiu num desfiladeiro na Al-220, em trecho de São José da Tapera, quando retornava ao município de Coité do Nóia com cerca de 60 romeiros, fazia o transporte clandestino dos passageiros. O veículo - de placa JJB3D75 - e que compunha uma caravana de 17 veículos contratados pela prefeitura para a Romaria Senhora das Candeias, em Juazeiros do Norte, no Ceará, não possuia habilitação na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Em nota, a ANTT afirma que o veículo não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. "Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado", diz a agência.
A ANTT reforça que monitora o caso junto aos órgãos competentes e continua com as ações de fiscalização para evitar o transporte clandestino em todo o país.
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O motorista do veículo teria passado direto na curva sinuosa na rodovia, próximo ao Povoado Caboclo. O ônibus capotou diversas vezes, projetando passageiros para fora. Pelo menos 15 passageiros morreram no local do acidente, sendo cinco homens, sete mulheres e três crianças. A identificação e origem das vítimas devem ser divulgadas ainda hoje. Uma criança de 9 anos está em estado grave na UTI do Hospital Geral do Estado. A polícia trabalha para descobrir as causas do acidente.
O prefeito Bueno Higino confirmou que 17 ônibus saíram do município com destino a Juazeiro do Norte, transportando de 800 a 900 pessoas. No momento do acidente, os romeiros estavam retornando para Coité do Nóia.



