INVESTIGAÇÃO

Carro de dono de galeteria morto em Maceió passa por nova perícia

Análises buscam DNA e digitais para identificar envolvidos no crime
Por Assessoria 12/03/2026 - 19:00
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Assessoria
Veículo da vítima foi examinado por equipe do Instituto de Criminalística
Veículo da vítima foi examinado por equipe do Instituto de Criminalística

O carro do empresário Michel Cassiano dos Santos, de 27 anos, encontrado morto dentro do próprio veículo na região de Riacho Doce, em Maceió, passou por uma nova perícia realizada pela Polícia Científica de Alagoas.

O exame foi feito na quinta-feira, 12, no veículo modelo Fiat Toro onde o corpo da vítima foi localizado. Michel era dono de um restaurante e foi morto com um tiro na cabeça enquanto estava no banco do motorista. O carro estava estacionado em um coqueiral

A perícia foi conduzida por uma equipe do Instituto de Criminalística de Maceió, que utilizou o equipamento ForensScope, um tablet com tecnologia forense utilizado para escanear detalhadamente o interior e o exterior do veículo.


Segundo o perito criminal Marcelo Velez, foram feitas buscas por impressões digitais e amostras de DNA em diferentes partes do automóvel.

O material coletado será enviado para análise nas seções de Microvestígios e Genética Forense, com o objetivo de ajudar na identificação de possíveis envolvidos e na reconstrução da dinâmica do crime.

O que a perícia já apontou


O trabalho do Instituto de Criminalística começou ainda no local onde o corpo foi encontrado. Uma equipe formada por peritos e policiais científicos analisou o interior do veículo, que estava com os vidros dianteiros abertos, além da área ao redor.

De acordo com a perita criminal Maria Neuma, a análise preliminar indicou que a vítima foi atingida por um único disparo.

O projétil entrou pela região temporal esquerda da cabeça e saiu pelo lado direito. Pela trajetória do tiro e pela posição do corpo, a principal hipótese é de que o autor estivesse do lado de fora do carro no momento do disparo.

Indícios no local


Os peritos também identificaram sinais de disparo a curta distância. Segundo a Polícia Científica, a presença da chamada zona de tatuagem, marca causada por resíduos de pólvora na pele, indica que o tiro foi efetuado próximo à vítima.

A arma utilizada no crime não foi localizada.

Durante a análise do local, os peritos também constataram que o celular de Michel não estava no veículo. A carteira foi encontrada sem dinheiro, contendo apenas um cartão, enquanto outros seis cartões estavam espalhados pelo assoalho do carro.

As informações coletadas durante a perícia devem auxiliar a investigação policial na identificação dos responsáveis pelo crime.


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