julgamento
Defesa de réus aponta inconsistências em horários no caso Davi Silva
Advogado cita provas para sustentar que acusação apresenta contradições
A defesa dos réus no caso do desaparecimento de Davi Silva afirmou que irá demonstrar inconsistências nas acusações apresentadas pelo Ministério Público durante o julgamento que ocorre nesta segunda-feira, 4, no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
O advogado Napoleão Lima Júnior declarou ao EXTRA que há divergências nos horários apontados pela acusação sobre a suposta abordagem feita pelos policiais militares.
“Nós iremos mostrar à sociedade e, principalmente, aos jurados, que os horários apontados pela acusação não correspondem à verdade”, afirmou o advogado. Os réus não estariam no local do crime, segundo Júnior.
Ele também destacou que o principal depoente do caso não confirmou em juízo o reconhecimento de uma policial feminina, contrariando versão anterior. “São fatos que iremos apresentar para demonstrar a inocência dos policiais”, disse.
O julgamento envolve quatro ex-policiais militares — Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade — acusados de participação no desaparecimento do adolescente Davi Silva, ocorrido em 25 de agosto de 2014, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
De acordo com as investigações, o jovem foi abordado por policiais após sair de casa, no Conjunto Moacir Andrade, e não foi mais visto desde então.
O inquérito aponta que Davi teria sido vítima de tortura, seguida de morte, com ocultação do corpo. Os acusados respondem por tortura, homicídio e ocultação de cadáver.



