Alagoas
Estiagem castiga Água Branca e prefeitura decreta situação de emergência
Prefeita descreve quadro caótico sem água para abastecer a população e insegurança hídrica
A prefeitura de Água Branca decretou situação de emergência em razão da estiagem. O decreto assinado pela prefeita Nayara Emmanuela Batista Feitosa foi publicado no Diário Oficial nesta-quarta-feira, 16, enfatizando a existência de situação anormal no município.
Segundo a prefeita, as chuvas que caíram no município não foram suficientes para armazenamento em barreiros, barragens e açudes, acarretando uma situação de escassez hídrica, caracterizada como estiagem de nível 2. Nesses casos, a qualidade da água para consumo humano fica seriamente comprometida, havendo restrição de água, inclusive, para consumo animal na região, principalmente nas comunidades rurais.
Com o déficit hídrico, pastagens e lavouras sofrem e produzem menos por hectares. "O colapso econômico e social não é iminente e se não for feito um trabalho de apoio incorremos em vários problemas num futuro próximo de fome e sede", afirma. A prefeita cita que diariamente a prefeitura é procurada por moradores em busca de carro d’água para abastecer cisternas.
Segundo Nayara Emmanuela, a água que as comunidades recebem do Exército e da Operação Água É Vida não é suficiente para atender à demanda, pois são apenas 20 litros d’água/pessoa/dia. "Com isso o município tem que complementar toda a demanda, no entanto só dispomos de 05 (cinco) carros pipas para atender as comunidades, Postos de Saúde e Escolas da Zona Rural".
A prefeita diz que a situação se agrava porque o município encontra-se com dificuldades financeiras, dependendo exclusivamente do FPM, que é insuficiente.
"Com o decreto de emergência, a prefeitura pode lançar mão da legislação vigente, para que possa atender às necessidades resultantes da situação declarada, dentro dos limites de competência da Administração Pública".



