comunidades atingidas
ALE realiza debate sobre impactos da mineração da Braskem em Maceió
Sessão reuniu representantes da Igreja, Ministério Público e moradores de áreas afetadas
O plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas recebeu, nesta quinta-feira, 5, a Caravana pela Ecologia Integral, que promoveu um debate sobre os impactos da mineração de sal-gema realizada pela Braskem em Maceió. O afundamento do solo atingiu os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol. A sessão foi proposta pelos deputados Ronaldo Medeiros (PT) e Carla Dantas (MDB) e aprovada por unanimidade.
Ronaldo Medeiros afirmou que os efeitos do caso ainda atingem os moradores e destacou que a discussão deve considerar os impactos humanos, sociais e econômicos, além das questões ambientais. A iniciativa também reuniu representantes de diferentes denominações religiosas e instituições públicas.
Representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Vicente de Paula defendeu a participação das comunidades atingidas nas decisões sobre seus direitos. Segundo ele, a comissão busca construir caminhos para que os moradores tenham voz nas cobranças à mineradora e na definição das medidas necessárias.
O promotor de Justiça Jorge Dórea afirmou que o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal e as defensorias públicas atuam no caso desde o início. Ele destacou medidas para proteger os moradores e informou que acordos e ações judiciais continuam em andamento, quase oito anos após o início da crise. Durante sua fala, o representante do Ministério Público foi questionado por participantes do debate sobre medidas que ainda não foram concretizadas.
Moradora do Bom Parto há 38 anos, Glauciane Alves relatou os impactos emocionais da situação, mencionou uma tentativa de tirar a própria vida e pediu atenção à saúde mental das vítimas. “Não deixem a gente morrer, pelo amor de Deus!”, declarou. Também participaram o arcebispo de Maceió, Dom Carlos Alberto Breis Pereira, a procuradora da República Roberta Bomfim, o defensor regional de Direitos Humanos Diego Martins Alves e representantes das comunidades afetadas.



