Brasília
Polícia investiga quarta técnica de enfermagem por mortes em UTI
Mais uma profissional também responde a processo por homicídio doloso qualificado
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma quarta técnica de enfermagem por envolvimento na morte de três pessoas no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A profissional seria mais uma participante dos homicídios em série de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A informação é do site Brasil 247.
De acordo com informações publicadas nesta quarta-feira (21) pelo Metrópoles, uma técnica de enfermagem de 40 anos, natural de Goiás, também responde a processo por homicídio doloso qualificado.
Alvos da Operação Anúbis, da Polícia Civil, três técnicos de enfermagem foram presos até agora - Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
Os enfermeiros teriam matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Miranilde Pereira da Silva (à direita), professora aposentada, de 75 anos, e Marcos Moreira (ao centro), 33 anos, servidor dos Correios.
Esquema criminoso
Presas por suspeita de participação em um esquema criminoso que resultou na morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, as técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, são apontadas pela Polícia Civil do DF (PCDF) como coniventes com as ações do técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.
Segundo a polícia, as duas técnicas atuavam como verdadeiras “guardas”, garantindo que Marcos Vinícius realizasse aplicações intravenosas letais sem ser flagrado por outros profissionais de saúde. De acordo com o delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, Marcos Vinícius era quem aplicava diretamente a substância nas vítimas.
Para viabilizar a ação, Amanda e Marcela faziam a vigília dos corredores da UTI e, em alguns casos, se posicionavam à frente do braço do paciente, impedindo que terceiros visualizassem o procedimento no leito.
Inicialmente, ambas negaram qualquer participação nos crimes durante interrogatório. No entanto, Marcela Camilly acabou confessando a coautoria após ser confrontada com imagens do circuito interno de câmeras do hospital. Amanda, por sua vez, manteve a versão de que acreditava se tratar de aplicações de medicamentos regulares.
A investigação detalhou a dinâmica do esquema criminoso. Segundo a polícia, Marcos Vinícius acessava o sistema interno do hospital utilizando logins de pelo menos dois médicos. A partir disso, prescrevia de forma irregular uma medicação pura, gerava uma receita falsa e se dirigia à farmácia para retirar a substância. Em seguida, escondia o material no jaleco e se encaminhava até os leitos da UTI, onde encontrava as técnicas para a execução da aplicação.
Marcela afirmou que não sabia qual substância estava sendo aplicada. Amanda declarou que supunha se tratar de medicamentos comuns, mas confirmou que não questionou Marcos Vinícius sobre o fármaco administrado nos pacientes.



